sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Paulistão 2012

(já era tempo)E o campeonato estadual mais disputado do planeta vai dar o ar da graça no próximo fim de semana. Chega de amistosos, jogos-treinos, rachões, coletivos... a pelota rola pra valer e o Blog do Jones, como não poderia deixar de ser, faz uma pequena prévia de como veremos os nossos queridos times tão amados, esse ano.

Pra começar, vamos falar do atual campeão, ou melhor, bicampeão.
O Santos manteve a base do ano passado. Deve começar o torneio com um time repleto de reservas, pois seus jogadores voltaram das férias apenas essa semana, devido ao Mundial disputado em dezembro. O time titular 'perdeu' apenas Danilo (negociado com o Porto). Para o seu lugar, a diretoria contratou o lateral-direito uruguaio, Fucile, que estava justamente no Porto.
O lateral-esquerdo Juan, que jogou a temporada 2011 no São Paulo, e o zagueiro Alex Silva, que estava no Flamengo, interessam e devem ser negociados em breve.
A prioridade do ano é novamente a Taça Libertadores da América, e Muricy Ramalho deverá usar algumas rodadas do estadual para realizar testes no elenco.
A equipe base (titular) deverá ser: Rafael; Pará (Fucile), Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca (Henrique), Elano e Ganso; Neymar e Borges.
Enquanto o meio-de-campo e o ataque seguem como um dos melhores do país, a defesa continua sendo o calcanhar de Aquiles do time da Vila. A lateral-direita é uma incógnita. O reforço uruguaio pode levar algum tempo para adaptar-se ao futebol brasileiro. Na zaga, Durval que fez um péssimo Mundial, pode perder espaço para Bruno Rodrigo, e na lateral-esquerda, um substituto imediato para o veterano Léo será fundamental, principalmente quando começar a marotona de jogos.
A grande esperança do torcedor santista é o retorno do bom futebol de Paulo Henrique Ganso, que fez uma péssima temporada em 2011, e o entrosamento da dupla de ataque, que foi a melhor do ano passado.

O Corinthians, atual campeão nacional, contratou alguns bons jogadores, nenhum de grande destaque, mas bons reforços, como o meia Vitor Júnior e o centroavante Élton. Ambos deverão suprir bem as ausências (que foram contanstes em 2011) de Alex e Liédson. Alguns outros jogadores de pouco destaque no cenário nacional, também chegaram, como o atacante Gilsinho, que estava no Japão, e o zagueiro Felipe, que disputou a série B pelo Bragantino.
Mas o maior trunfo corintiano para a temporada 2012 é a manutenção do elenco campeão brasileiro que conta com vários grandes jogadores e algumas boas peças de reposição.
O time base titular deverá ser: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo (Willian) e Alex; Émerson e Liédson. Mas é pouco provável que esse time dispute todas as partidas do Paulistão, já que, assim como o Peixe, a prioridade corintiana no ano é a Libertadores.
O Timão aposta no bom entrosamento da equipe para fazer mais uma boa temporada. Tite conta com a melhor dupla de volantes do país, Ralf e Paulinho, e tem jogadores talentosos e experientes no ataque. A dor de cabeça do técnico será lidar com os egos de alguns jogadores, como por exemplo, Chicão, que até outro dia era o capitão do time e hoje é reserva. Além de contornar algumas situações de indisciplina e nada profissionais de Adriano, que, ao que tudo indica, será novamente reserva de luxo quando estiver em condições físicas minimamente aceitáveis.
                                                                      
Quem melhor contratou entre os times paulistas foi o São Paulo. Ao contrário dos últimos anos, o Tricolor trouxe reforços pontuais. Destaque para o meia Jadson, que jogou por sete anos no Shaktar Donetsk, da Ucrânia. O novo camisa 10 do São Paulo chegou a ser convocado por Mano Menezs para a disputa da Copa América, no ano passado. Fez o gol mais importante da história do clube do leste europeu, dando o título da extinta Copa da UEFA (hoje, Europa League), em 2009. Jadson não é o meia cerebral que o Tricolor procura há tempos, mas é, ao lado de Luis Fabiano, o melhor reforço da equipe do Morumbi nos últimos anos.
Alguns outros bons jogadores também chegaram, como o meia Maicon, que fez um bom Brasileirão pelo Figueirense, o volante Fabrício, ex-Cruzeiro, e os defensores Paulo Miranda e Édson Silva, que disputaram a série A no ano passado por Bahia e Figueirense, respectivamente.
Mas a maior aposta de Juvenal Juvêncio é o lateral-esquerdo Cortês, que se destacou pelo Botafogo, em 2011, foi convocado para defender a seleção em um amistoso contra a Argentina e depois caiu muito de produção. O São Paulo desembolsou um bom dinheiro na contratação do jovem lateral, ja que Juan, que retornou ao Morumbi no começo da temporada passada, não agradou.
Émerson Leão terá uma boa dor de cabeça para montar o meio-de-campo são paulino. O time base deverá ser formado por: Rogério Ceni; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortês; Fabrício, Wellington, Maicon e Jádson; Lucas e Luis Fabiano. Já outros jogadores como Cícero, Casemiro, Denílson e Fernandinho deverão ganhar oportunidades no time titular ao decorrer da temporada.
A torcida que não comemora um título desde da conquista do tricampeonato nacional, em 2008, enxerga 2012 com bons olhos. Nem tanto pelos reforços contratados, mas pela saída de alguns jogadores que já estavam desgastados, como Dagoberto, Jean e Carlinhos Paraíba, e outros que nunca agradaram nem a torcida, nem a diretoria, como é o caso de Rivaldo, Marlos, Xandão, Henrique, Carleto e Juan.

O Palmeiras inicia a temporada como começou as últimas duas. Visto, pela imprensa em geral, como a quarta força do futebol paulista, a diretoria até se esforçou para trazer bons nomes, mas como a situação financeira não anda muito boa pelos lados do Palestra, poucos reforços chegaram até agora.
Destaque para o meia Daniel Carvalho, que veio do Atlético mineiro envolvido por uma troca com Pierre. Daniel viveu seu melhor momento no CSKA, da Rússia, quando chegou a ser eleito o melhor jogador do campeonato local. Com nítidos problemas com a balança, o novo meia palmeirense terá de entrar rapidamente em forma para buscar seu lugar no time e conquistar uma torcida que, desde 2008, não comemora nada.
O Verdão ainda trouxe o zagueiro Adalberto Román, que estava no River Plate, o lateral-esquerdo Juninho, que fez um bom Brasileirão pelo Figueirense e o centroavante argentino Barcos, que se destacou pela LDU, finalista da Copa Sulamericana na última temporada. Nomes fracos para uma equipe que conquistou oito vezes o título de melhor equipe do páis e que viu o seu maior ídolo dos últimos trinta anos (talvez o maior da história) pendurar as chuteiras em 2012.
A provável equipe titular deverá ser formada por: Deola; Cicinho, Henrique, Román e Juninho; Marcos Assunção, Márcio Araújo, Daniel Carvalho e Valdívia; Luan e Barcos.
Pelo visto, Felipão terá muito, mas muito trabalho pela frente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O melhor do melhor do mundo

(que novidade!) Lionel Messi recebeu pela terceira vez seguida a Bola de Ouro, prêmio máximo para um futebolista profissional. O argentino de 24 anos igualou algumas lendas dos gramados, como Ronaldo e Zidane, também com três Bolas de Ouro cada um. Só que Messi é o primeiro jogador a vencer o prêmio em três anos seguidos. E também o mais jovem da história.

Nos anos 80, Michel Platini ganhou a Bola de Ouro por três vezes seguidas (na época, a Bola de Ouro era um prêmio concedido pela revista France Football; a Fifa só entrou na história na década de 90 e unificou os prêmios desde 2010). Mas o primeiro troféu do francês foi conquistado já aos 28 anos.

Messi parece não ter limites e está muito acima de Cristiano Ronaldo, outro grande craque e o último a vencer o prêmio antes do argentino. Muito mais acima ainda de Kaká, o penúltimo a vencer o prêmio, no longínquo ano de 2007.

De lá pra cá, a média de idade do melhor do mundo só diminui. Kaká venceu aos 25; Cristiano Ronaldo, aos 23; Messi recebeu seu primeiro troféu aos 22. E o mais impressionante é que o argentino pode ainda não ter alcançado o seu auge. Ou seja, a probabilidade de levar pra casa a Bola de Ouro, por mais alguns anos, é muito grande. Seu maior adversário, hoje, é ele mesmo.

Menção honrosa para Neymar. O garoto venceu o prêmio Puskas, concedido ao gol mais bonito do ano. O brasileiro concorreu e ganhou (com justiça, diga-se) pela pintura realizada contra o Flamengo, em julho do ano passado. Desbancou o golaço de bicicleta de Wayne Rooney e outra pintura de Messi, contra o Arsenal.

Neymar é quem mais parece ter condições de fazer sombra ao argentino. É talentosíssimo, jovem e promissor. Mas ainda falta muito feijão para tentar desbancar o melhor do melhor do mundo.