terça-feira, 28 de junho de 2011

Pra não esquecer...

Não poderia deixar passar em branco a goleada histórica de domingo. Como no mundo virtual (e no mundo da bola, também) as coisas viram passado muito depressa, vou deixar aqui apenas o vídeo com a melhor reportagem sobre o clássico. Se não foi a melhor, foi a mais sincera. E mais engraçada também.

                                              Pânico Futebol Clube. A realidade do torcedor.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santos, Tri


(merecido)Final de Libertadores é sempre um jogo especial. Me lembro de ter assistido a todas últimas que envolveram times brasileiros na disputa. E ontem não poderia ser diferente.

Acompanhei praticamente todos os jogos do Santos no torneio continental. Desde a estreia, quando Adílson Batista era o técnico,  passando pela dramática classificação no Paraguai, quando venceu o Cerro Poteño. Adversário que se classificaria em primeiro lugar no grupo santista e seria derrotado pelos brasileiros, novamente, mas dessa vez nas semifinais.

O Peñarol fez uma campanha surpreendente na Libertadores. Venceu o Inter, no Beira-Rio; derrotaram os chilenos da Universidad Católica, um dos times mais perigosos do torneio, até então, e passaram pelo temível Vélez Sarsfield, da Argentina, nas semifinais.

A final desse ano repetiu a de 1962: mesmos finalistas, mesmo campeão. O Santos, 49 anos depois daquele jogo, conquista a América pela terceira vez. Mas o intervalo do segundo para o terceiro título foi longo, 48 anos. O Santos foi o dono da década de 60 no futebol brasileiro, vencendo seis (seis!) edições do torneio nacional na época, além dos dois títulos sul-americanos. Mas só voltou a figurar na elite do futebol brasileiro na última década. Vários grandes jogadores passaram pelo clube durante o longo jejum de títulos nacionais. Até que veio a geração de Robinho, Diego, Elano e o Peixe voltou a ser protagonista. Dois brasileiros em três anos e um vice-campeonato da Libertadores, em 2003.

E com a chamada terceira geração de meninos da Vila, a terceira estrela continental também chegou. Mas não foi ontem que ela começou a ser bordada na camisa santista. Foi com a conquista do Paulista do ano passado, passou pelo título da Copa do Brasil, fundamental para o Santos estar no torneio mais importante da América, e também pelo Bi-Paulista esse ano. Mas sobretudo, passou pelos pés de Neymar. O menino prodígio, aos 19 anos, é o protagonista do título de maior relevância desde que Pelé se despediu do alvinegro praiano. E terá agora a chance de ficar frente à frente com o melhor do mundo, atualmente.

Quem agradece é o futebol. A Libertadores 2011 está em ótimas mãos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Classificarros, junho de 2011

(comentem) Como o Blog do Jones anda meio esquecido pelos amigos virtuais, resolvi por aqui a coluna desse mês do jornal Classificarros com algumas linhas tortas de quem vos escreve.
Tem algumas observações insignificantes sobre o começo do Brasileirão, uma pequena análise sobre a final da Libertadores, outras curiosidades do mundo da bola e uns comentários sobre a novela.
Quer dizer, tinha. Os caras do jornal cortaram essa parte.
Pena.


O bom começo paulista no Brasileirão e a final da Libertadores

Enquanto o nosso admirável campeonato brasileiro tem um grande começo com os times paulistas na ponta da tabela, aproveitamos e faremos algumas análises sobre a situação de nossos queridos times.
Depois de quatro rodadas, o São Paulo é o líder do certame com quatro vitórias em quatro jogos. O que não deixa de ser surpreendente devido aos tropeços do Tricolor no campeonato Paulista e na Copa do Brasil. O técnico Paulo César Carpegiani chegou a ser demitido por todos os veículos de imprensa, inclusive por esse pseudo-colunista que vos escreve. A diretoria, apesar de declarações que indicavam a saída do treinador, resolveu ‘bancar’ a permanência e o time tem seu melhor início de Brasileirão na era dos pontos corridos.
Algumas modificações na equipe foram feitas. A dupla de zaga que fez sucesso nos últimos anos, se desfez. Alex Silva não teve seu contrato renovado e Miranda tem o Athlético de Madrid como destino. Porém, um ponto positivo na terceira gestão de Juvenal Juvêncio é a ‘promoção’ de garotos da base. Jogadores como o zagueiro Luiz Eduardo, os meio-campistas Wellington e Casemiro, além do garoto Lucas, a grande promessa do Tricolor, vão ganhando espaço no time titular. Por outro lado jogadores já renomados e pouco aproveitados, como Cléber Santana e Fernandão não fazem mais parte do elenco sãopaulino. Rivaldo segue no banco de reservas como mera opção e Luis Fabiano, após operar o joelho machucado, tem como previsão para voltar aos gramados entre o fim de julho e o começo de agosto. Se o São Paulo quiser sonhar com o título, terá de seguir com esse ritmo e superar os possíveis desfalques que a equipe sofrerá, como a ausência do melhor jogador do time, Lucas, que vai jogar a Copa América e ficará seis rodadas fora do Brasileirão.
O Corinthians, segundo colocado na tabela, com três vitórias e um empate também sofreu algumas baixas no elenco, como citamos aqui na última edição. Dentinho e Bruno César rumaram ao Velho Continente. Mas Tite conhece bem o elenco e vai conseguindo suprir essas ausências com jogadores do grupo. O jovem atacante Willian vem ganhando oportunidades ao lado de Liédson e tem causado boas impressões para os torcedores. O Timão conta ainda com alguns reforços. Émerson Sheik, ex-Fluminense, já fez sua estréia. Já o meia Alex deve entrar em campo nas próximas rodadas no campeonato. Adriano, a grande contratação do Corinthians para o Brasileirão, recupera-se de lesão no tendão de Aquiles e deve desfalcar o time por mais três meses. O timão, assim como o São Paulo, pode ser candidato ao título. Mas ainda é muito cedo pra sabermos disso.
Quem segue na cola dos arquirrivais paulistanos é o Verdão. Na terceira colocação na tabela, a equipe de Felipão continua com o mesmo futebol do Paulista; pouco empolgante mas, por certas vezes, eficiente. O técnico, que chegou a reclamar publicamente da falta de um centroavante, ‘ganhou’ Wellington Paulista, que jogou com Kléber no Cruzeiro, em 2009, mas ainda não deu chances para os dois no time. O fato é que Felipão achou um jeito de o time jogar com Kléber mais a frente e Luan, não muito produtivo, mas forte marcador, perto do Gladiador. O técnico pentacampeão do mundo sabe o que está fazendo, apesar de ouvir alguns protestos da torcida devido a suas escolhas. O Palmeiras talvez esteja um degrau abaixo de seus rivais na briga pelo título, mas seria um equivoco descartar uma equipe que fez boa campanha no Paulistão e conta com bons jogadores e com um técnico que tem o time na mão.
Já o Santos tem todas as suas atenções voltadas nesse momento para o segundo jogo da final da Libertadores da América, dia 22, no Pacaembu. A equipe do grande técnico Muricy Ramalho recebe o Peñarol depois de empatar com os uruguaios, em Montevidéu.
Os primeiros noventa minutos da decisão foram tensos e nervosos. Clima típico de uma final de Libertadores. O placar do primeiro jogo deve ser levado em conta como positivo, já que o Peixe foi muito pressionado no fim e chegou até a sofrer um gol aos 41 minutos do segundo tempo, bem anulado pela bandeira. O ataque produziu pouco e as melhores chances de gol não foram aproveitadas pelo centroavante Zé Eduardo, que fará sua última partida pelo alvinegro (vai jogar na Itália). O meio-campo terá o retorno de Paulo Henrique Ganso. Sem jogar desde o dia 8 de maio, o talentoso jogador é a grande esperança de qualidade técnica à meia-canxa.
O Peñarol é um time perigoso, que venceu o Inter, no Beira-Rio, passou pelo até então ‘bicho-papão’ do torneio, a Universidad Católica, do Chile, e eliminou os sempre perigosos argentinos do Vélez Sarsfield. Mas o Santos tem Neymar. O garoto que sofreu muito no primeiro jogo com a forte marcação, sabe que, num lampejo, pode decidir a Libertadores e entrar para a história aos 19 anos, ao trazer um troféu que não volta para a galeria de títulos da Vila Belmiro desde 1963.
Você sabia que... A primeira vez em que o Santos foi campeão da América, foi em 1962. A final foi disputada justamente contra o Peñarol, que já era bicampeão do torneio?
Time experiente. Apesar de jovem, o time do Santos tem bons exemplos recentes para não cantar a vitória antes da hora. Em 2003, na geração de Robinho e Diego, o Peixe chegou a final da Libertadores, mas perdeu a decisão para o Boca Juniors, no Morumbi. Em 2006, Muricy Ramalho, então técnico do São Paulo, foi vice-campeão da América, sendo derrotado pelo Inter na finalíssima em pleno Morumbi. Há dois anos, foi o Cruzeiro quem empatou sem gols o primeiro jogo da decisão contra o Estudiantes, na Argentina, e acabou sendo derrotado no Mineirão, depois de estar vencendo o jogo no segundo tempo. Por esses motivos, o Santos sabe que vai ter que jogar muita bola para ser campeão.
Saindo da fila. O Vasco da Gama, depois de oito anos sem comemorar um título de série A, venceu a Copa do Brasil. O time que recém contratou o veterano e ídolo do clube, Juninho Pernambucano, volta a disputar a Libertadores da América, no ano quem vem.
Nossas reverências à Martin Palermo. O centroavante argentino, maior goleador da história do Boca Juniors e recordista de tentos no mítico estádio ‘La Bombonera’, se despediu dos gramados aos 37 anos, no último fim de semana. Palermo foi um excepcional centroavante (seus números não mentem), mas ainda é lembrado, ao menos no Brasil, pelos três pênaltis perdidos no mesmo jogo com a camisa argentina, em uma Copa América, em 1999.
Twitter: “É um presente lindo, com o qual convivi 19 anos de minha carreira. Levar a baliza da Bombonera pra casa é algo único, só não sei onde vou colocar”. (Palermo, que ganhou um gol do Boca na despedida).
Em alta. Alexandre Pato. O atacante do Milan, que namora Bárbara Berlusconi, filha do Primeiro Ministro italiano, Sílvio Berlusconi, tem prestígio com o técnico da seleção, Mano Menezes. Recuperado de lesão, mas sem jogar desde a última rodada do campeonato italiano, Pato teve seu nome convocado para a disputa da Copa América, que começa no próximo mês, na Argentina.
Em baixa. Marcelo. O lateral-esquero do Real Madrid, considerado por alguns especialistas da bola como o melhor do mundo na posição, nem sequer foi relacionado por Mano Menezes. O treinador canarinho alega que o jogador pediu dispensa da seleção no começo do ano, atitude que não agradou nem um pouco a comissão técnica verde-amarela.
Curiosidades do Brasileirão. Líder e com 100% de aproveitamento em quatro rodadas, o São Paulo igualou as campanhas iniciais de Fluminense e Botafogo, em 2005 e de Internacional, em 2009. Porém, nenhum dos times venceram o campeonato nos respectivos anos.
Bastidores. Esperamos ansiosos por algumas declarações do carismático dono da bola, Ricardo Teixeira, sobre as graves denúncias de corrupção.
Dúvida Pertinente: O Santos é o Brasil na Libertadores?
O que você achou?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Rivais paulistanos no topo

(passando a limpo...) Depois de quatro rodadas, o maior campeonato futebolístico do planeta vai pegando no tranco. E na liderança do certame estão os três grandes rivais paulistanos.

O Tricolor é o líder com quatro vitórias em quatro jogos. Tem seu melhor início de campeonato na era dos pontos corridos. Apenas Fluminense e Botafogo, em 2005 e Internacional, em 2009, tiveram um início com 100% de aproveitamento nos quatro primeiros cotejos. 

A equipe de Paulo César Carpegiani fez um bom jogo contra o Grêmio, sábado no Morumbi. O técnico sãopaulino vinha escalando quatro volantes de origem nos três primeiros jogos. Como vinha de três vitórias, a escalação provável era a mesma das últimas partidas. Mas o treinador optou por Marlos no lugar de Carlinhos Paraíba, visando um pouco mais de agressividade. E deu certo. O muito contestado camisa 11 tricolor, que por vezes é incrivelmente improdutivo (apesar de sua extrema habilidade), fez uma de suas melhores partidas pelo clube. Com um ataque contando ainda com Lucas e Dagoberto, o São Paulo tem um time rápido na frente e sólido defensivamente. Com Rodrigo Souto mais plantado a frente da zaga e com os dois garotos da base, Wellington e Casemiro, marcando forte no meio, é claro a melhora do time que deve ser atribuída, também, a Carpegiani, que, muito contestado devido aos fracassos no Paulistinha na Copa do Brasil, percebeu que teria de arrumar um time mais cascudo que lhe apresentasse resultados mais rápidos devido a sua delicada situação no clube. E parece que vai dando certo. Mas o grande ponto positivo disso é a 'promoção' de garotos da base como dois volantes citados acima, mais a boa revelação da zaga tricolor, o zagueiro canhoto de dezoito anos, Luiz Eduardo.

Na vice-liderança vem o Corinthians, que passou pelo Fluminense, ontem no Pacaembu. Destaque para o bom atacante Willian, que, aos poucos, vai ganhando espaço no time e um bom entrosamento com Liédson. O Timão tem uma equipe perigosa e é forte candidato a estar entre os quatro primeiros ao fim do campeonato. Tudo vai depender da permanência de Tite, por vezes contestado pela torcida mas sempre bancado por Andrés Sanchez.

Já o Verdão conseguiu um empate importante no Sul diante do Inter. Assim como no Paulistinha, o Palmeiras vai chegando ao topo pelas beiradas. Não acho que será candidato ao título. Mas Felipão tem o time na mão e se ainda não deu chances para Kléber e Wellington Paulista atuarem juntos e repetirem a boa dupla do Cruzeiro, em 2009, é porque tem plena confiança em seus esquema tático pragmático, defensivo, mas que vem arrancando pontos que, mais à frente, serão valiosos para o Palestra.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

(maneiro) Não, não estou fazendo comercial para a operadora de celulares. Mas como o vídeo (desconfio que apenas para internet) é muito bom e a música, que está fazendo vinte e cinco anos, melhor ainda, resolvi pôr aqui.

Boa sacada da vivo. Há alguns anos atrás a ATL (que virou Claro em alguns estados) fez um vídeo bem mais curto que esse. Como nada se cria e tudo se copia, fizeram um remake bem melhor. A homenagem a música que virou hit de uma geração e ao dia dos namorados ficou demais.

Poucos sabem, mas a ideia original do blog era misturar futebol e um pouco de música. Acho que fracassei.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A conquista de um gigante e o valor de três rodadas


(frio...) A última vez em que escrevi algumas linhas apenas sobre um time de outro estado, choveram críticas ao Blog do Jones. Até achei normal devido a maioria (eu disse a maioria, não todos) dos leitores que por aqui navegam serem do Estado de São Paulo. Porém, esse não é um espaço virtual bairrista e não poderíamos deixar passar a grande conquista do Vasco da Gama.

O Vasco, depois de um período de grandes sucessos na década de 90, quando faturou o Brasileirão de 97, a inédita Libertadores em 98 (ano do centenário do clube) e novamente o Brasileirão de 2000 (naquele ano chamado de Copa João Havelange), viveu alguns anos amargos na década passada. Seu último título de primeira divisão foi o Carioca de 2003, chegou até a ser finalista da Copa do Brasil, em 2006, mas perdeu os dois jogos da decisão para o Flamengo. Algo trágico para os vascaínos. Pior que isso foi o rebaixamento a segunda divsão nacional, dois anos depois. Reflexos de más administrações seguidas comandadas por um cartola que nem vale a pena citarmos o nome. O clube voltou a elite vencendo a série B de 2009 e fez uma campanha razoável no Brasileirão do ano passado. Em 2011, teve seu pior início de campeonato estadual (se não me engano, o pior de todos os tempos). Foi nesse momento em que o Gigante despertou. Ricardo Gomes foi contratado para assumir o comando da equipe, jogadores badalados mas que rendiam pouco (leia-se Carlos Alberto) foram dispensados e outros talentosos mas desgastados (Alecsandro e Diego Souza) foram contratados e caíram como uma luva no time. E o Vasco foi passando por seus adversários sem muito alarde até chegar a decisão contra o time sensação do primeiro semestre, o Coritiba.

A final de ontem, no Couto Pereira, teve momentos dramáticos para as duas torcidas. Embora a temperatura fosse inferior a 10 graus centígrados, o calor tomou conta da partida. Se o jogo não foi excelente tecnicamente, sobraram emoções durante os 90 minutos. O Coxa venceu por 3 a 2, mas como perdeu o jogo de ida por 1 a 0, perdeu o título no critério de desempate.

Palmas para Roberto Dinamite, que apesar de criticado quando assumiu a presidência do clube e de alguns erros em sua gestão, vem trabalhando para colocar o Vasco novamenete no topo. Seu maior acerto até agora foi a contratação de Ricardo Gomes, muito contestado por sua passagem no São Paulo, embora os números desmintam, já que o técnico foi terceiro colocado no Brasileirão em 2009 e semifinalista da Libertadores de 2010.

São Paulo que ao vencer o Atlético Mineiro, ontem, em Sete Lagoas, assumiu a liderança do Brasileirão. Não vi o jogo. Preferi a decisão da Copa do Brasil (e não me arrependi). O tricolor venceu pelo placar mínimo. Carpegiani, que foi demitido por todos os veículos de comunicação após a derrota para o Avaí, ainda pelo mata-mata nacional, e 'recontratado' dias depois, vem escalando o time com quatro volantes no meio. A equipe melhorou, é fato. Mas o torcedor não se empolga. E com razão. A única vez, na edição dos pontos corridos, que o líder na terceira rodada acabou com o título foi em 2003, quando o Cruzeiro já estava no topo após três cotejos.

Não estou dizendo que o São Paulo não será o campeão. Apenas é muito cedo para fazermos análises precisas e projetarmos favoritos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Despedida

(porque o dia sempre chega) Caros amigos do blog do Jones, que anda meio esquecido pelos brothers internéticos, estamos de volta para mais algumas palavras irrelevantes após uma semana ausente.

Hoje a seleção brasileira da CBF enfrenta a poderosa equipe da Romênia, no Pacaembu, no amistoso que marca a despedida de Ronaldo Fenômeno com a 'amarelinha'. Foram ao todo 95 gols em 134 jogos. Estreiou aos dezessete anos contra a Argentina, em um amistoso vencido pelo Brasil, e fez seu último jogo contra a França, na derrota por 1 a 0 que eliminou os brasileiros nas quartas de finais da Copa da Alemanha, em 2006.

O eterno camisa 9 do Brasil, maior goleador da história das Copas, com 15 gols (foi a quatro mundiais:1994, 1998, 2002 e 2006) foi o titular absoluto e referência do time em quase todas as convocações. Só não jogou em 94 porque ainda era um garoto de 17 anos e Romário era o dono do time. Hoje, 17 anos depois, o craque se aposenta em um palco que fez sucesso recentemente com a camisa do Corinthians, onde ergueu seus dois últimos títulos como jogador profissional; o Paulistão de 2009 e a Copa do Brasil do mesmo ano.

Bem, como citamos o 'baixinho' no parágrafo acima e sempre houveram comparações entre esses dois excepcionais atacantes, embora com carreiras diferentes, me vem a memória despedida de Romário da seleção, em 2005. Na época, o camisa 11 estava com 39 anos e ainda jogava profissionalmente pelo Vasco da Gama (seria o artlheiro do Brasileirão daquele ano com 22 gols, ultrapassando o folclórico atacante do Paysandu, Robgol, na última rodada do campeonato). O jogo foi contra a Guatemala, curiosamente no Pacaembu. A seleção, comandada por Parreira, contou apenas com jogadores que atuavam no país e Romário fez dupla de ataque com Robinho, um garoto com 21 anos que seria a maior "promessa" do futebol tupiniquim, naquele momento (na verdade, Robinho já era uma realidade, com dois títulos nacionais pelo Santos). E, assim, como hoje, exaltamos a qualidade do de nosso futebol doméstico, capaz de, no mesmo jogo, ver um craque se aposentando e outro surgindo.


Romário abriu o placar daquele jogo, de cabeça, e recebeu todas as homenagens possíveis. Hoje a noite, Ronaldo terá alguns minutos ao lado de outro craque que desponta para, talvez, um dia, ser o maior do mundo. Neymar sabe que, embora tenha características diferentes do Fenômeno, comparações sempre serão inevitáveis com os 'monstros' da bola e hoje terá a oportunidade de jogar ao lado de um já consagrado. O garoto, aos 19 anos, poderá realizar um sonho de qualquer moleque brasileiro e nos dará a chance de dizer (com a nossa falsa modéstia, é claro) que só aqui é que vemos um craque surgindo no mesmo dia em que um vai se despedindo.