quarta-feira, 30 de março de 2011

Novos velhos conhecidos

(bem servidos) E o São Paulo, no embalo da repercursão do último grande acontecimento futebolístico, apresentou o seu reforço para o ataque diante de 45 mil pessoas no Morumbi. Luis Fabiano, após seis temporadas e meia jogando na Europa, volta ao tricolor paulista como a maior contratação do clube nos últimos anos.

Contratação precisa. Tanto pela qualidade do jogador, centroavante titular (e talvez, incontestável) da Seleção na Copa do Mundo, ano passado, quanto pela necessidade do time nessa posição. Fabuloso chega para ser titular e, teoricamente, formar uma bela dupla de ataque com Dagoberto. E o tricolor ainda terá várias opções, com Fernandinho, que vem jogando direto, os garotos Willian José e Henrique e o experiente Fernandão (esse sem muito espaço na equipe devido as constantes lesões e falta de sequência de jogos). Contudo, o novo camisa 9 ainda recupera-se de lesão e deve estreiar apenas nas oitavas de final da Copa do Brasil, caso o tricolor passe pelo Santa Cruz.

Aliás, jogo bacana esse entre os tricolores pernambucanos e paulistas por essa competição tão simpática. Vários ingredientes apimentam a partida. O São Paulo é favorito e tem a volta de Lucas, esse titular absoluto da equipe. Carpegiani pode dar uma chance à Rivaldo (vai jogar pelo menos no segundo tempo) e presentear o veterano, torcedor declarado do 'Santa'. Disse até que se fizesse o gol, não comemoraria. Vamos ver. A partida tem 'TV aberta' e o jogo é no lendário estádio do Arruda. Campo de grandes dimensões e que conta com uma das torcidas mais fanáticas e empolgantes do Brasil. Vale a pena assistir.

Enquanto isso, o Corinthians procura um lugar para apresentar o seu novo grande reforço, Adriano, o Imperador. Jogador polêmico fora dos gramados e decisivo quando está em forma. Tinha tudo pra estar no elenco brasileiro no 'safári' africano, mas praticamente dispensou o passaporte com suas ausências constantes pelo seu clube na época (o Flamengo) e, também, pelo futebol bem abaixo do que lhe sagrou campeão brasileiro em 2009.

 E aí chegamos ao ponto. Como os dois grandes rivais paulistas apresentam suas caras novas, comparações (na maioria, por parte da torcida) são inevitáveis. Na minha opinião, Adriano teve grande oportunidade na seleção, ainda bem jovem, e aproveitou bem. Foi o artilheiro e decisivo, aos 22 anos, na Copa América de 2004. Fez o gol de empate contra a Argentina nos acréscimos da final, levando a decisão para os penais. Fazia dupla de ataque com (vejam quem!) Luis Fabiano. Era considerada uma seleção sem grandes astros aquela (jogadores como Ronaldo, Ronaldinho e Kaká não participaram), mas no dia seguinte após a conquista, alguns jornais destacavam: "Seleção A de Adriano".

E assim foi. No ano seguinte, o Brasil venceu a Copa das Cofedrerações em uma épica final contra os Hermanos, novamente. E Adriano, mais um vez, foi o nome do jogo. Era a seleção titular. O Imperador formava o ataque com Robinho e, um ano antes da Copa do Mundo da Alemanha, as incertezas sobre o futuro de Ronaldo (naquela época, já com problemas relativos ao peso) não preocuvam tanto, pois todos contavamos com Adriano.

O Imperador, ao lado de Ronaldo, foi titular na Alemanha. Porém, teve um desempenho bem abaixo do esperado. Marcou apenas dois gols (um em impedimento). Voltou a Itália e não se encontrou mais na Inter de Milão. Até que o São Paulo buscou o homem e deu uma chance para sua recuperação. E Adriano foi bem. Fez gols, resolveu jogos e em junho de 2008, voltou a Seleção como jogador do tricolor e foi titular contra a Argentina pelas eliminatórias. Entre sua passagem pelo São Paulo e a volta triunfal para o Flamengo, muitas coisas aconteceram. Até mesmo o anúncio de sua aposentadoria.

A questão é simples. Adriano depende apenas de si mesmo para jogar bem, fazer gols e dar alegrias para sua nova torcida. Precisa estar em forma, treinar bem, se alimentar bem. Estar feliz. Assim como o Fabuloso disse estar na sua volta ao São Paulo.

O fato é que a comparação é válida quando se tem os dois no auge da forma. E por isso mesmo, hoje não é.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um domingo para a história


(magestoso) Há mais de quatro anos o São Paulo não vencia o Corinthians. Eram onze jogos sem final feliz para os tricolores. A última vitória tinha acontecido no longínquo ano de 2007, pelo Paulistão. Desde aquele fatídico ano para os alvinegros, quando foram rebaixados à segunda divisão do Brasileirão, foram sete vitórias e quatro empates sobre os arquirrivais, incluindo os dois triunfos seguidos nas semifinais do Paulistão de dois anos atrás, quando os Gaviões tinham Mano Menezes no banco e Ronaldo ainda profissional.

Pois bem. No fim, todo este tabu foi um mero detalhe, um ingrediente a mais em um jogo eletrizante e inesquecível.

Com 99 gols na carreira, apenas dois contra o Corinthians (o segundo, justamente na última vitória tricolor), o Capitão teve sua chance contra o melhor adversário possível. Era nítida a expectativa da torcida quando o juiz marcou a falta. Muitos comemoravam como se fosse um pênalti. O clima era propício e o país inteiro parou para ver o maior ídolo da história são-paulina marcar o centésimo gol em sua vitoriosa carreira. De falta. Do jeito que ele queria. Decidindo o jogo. Dando a vitória ao seu time. Contra o rival mais indigesto.
Se você perguntar para qualquer são-paulino qual seria o melhor roteiro para esse filme, acho que nenhum escreveria um tão perfeito quanto esse.

Rogério Ceni é tão amado quanto odiado. É visto com devoção por seus torcedores. É inteligente, sabe conversar, defende seus ideais e pontos-de-vista com ninguém. Sabe tirar sarro sem ser palhaço ou mal-educado. E isso talvez soe como arrogância por seus rivais.

Mas o tempo vai passar, a idade vai chegar e Rogério Ceni continuará sendo assim. Idolatrado por seus seguidores. Insuportável para seus adversários.

São domingos como esses que transformam homens em mitos. Fatos em lendas.

Parabéns, Rogério Ceni! A sua história será lembrada daqui a 100 anos.

PS. Devido a relevância do acontecimento, quaisquer palavras sobre outro assunto seriam superficiais.

sábado, 26 de março de 2011

Melbourne, 2011


(liguem os motores) Começa nesse domingo, as 3:00 da madruga, para ser mais exato, a temporada 62 da Fórmula 1. Ok, todos sabem. Assim com todos já temos um favorito ao título.

Tião Alemão voou baixo no primeiro treino oficial e fez a pole. Mais de sete décimos à frente do segundo colocado. A Red Bull é disparado o time mais forte. Tem o melhor piloto, é a defensora do título e, salvo muitas trapalhadas de seus pilotos (que cometeram várias ano passado e mesmo assim chegaram na frente), o título desse ano será, novamente, dos rubrotaurinos.

Eu sei, estou sendo pretensioso. E na Fórmula 1 tudo pode acontecer. Mas as primeiras impressões foram essas. Webber, embora tenha ficado atrás de Hamilton, larga em terceiro. Porém, do lado limpo da pista. Pode ser favorável ao australopiteco que corre em casa e não dividirá a comissão de frente com o astro maior. O canguru-man teve sua grande chance na carreira ano passado, quando, por pouco, não sagrou-se o campeão. Hoje, é declaradamente o segundo piloto da equipe (sempre foi, na verdade) e azarão total.

Em quarto, ao lado do 'anfitrião', outro ingles McLariano, Jenson Button. E as flechas de prata tentarão fazer sombra aos favoritos. Alonso, o mala-sem-alça, sai em quinto, três posições à frente de seu companheiro de equipe. Massa foi mais de meio segundo mais lento que o espanhol, que é muito melhor que o brasileiro, diga-se. Se Felipe não andar colado no bicampeão, será convidado a se retirar do time ao final da temporada.

Entre o vermelhinhos, o russo Petrov, da Lotus Renault, em sexto, e o alemão Nico Rosberg, da Mercedes, em sétimo (este, quatro posições à frente de seu companheiro de equipe, Michael Schumacher). Barrichelo larga em décimo sétimo e as Hispanias nem largam.

Bom, é isso. Todos atentos na telinha essa madruga. Embora os prognósticos sejam óbvios, as novidades como as constantes trocas de pneus previstas, o uso do KERS e da asa móvel podem ser um atrativo a mais para um campeonato que já tem o seu rumo pré-definido antes mesmo de começar.

Meu palpite para o pódio é Vettel, Webber e Button. E o seu?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Túnel do tempo

                                                                     Interlagos, 1991

(achei a foto) Ontem, escrevi no último texto que, há 20 anos, Ayrton Senna vencia pela primeira vez em Interlagos. Foi uma corrida histórica, aquela. Dois anos depois, Senna subia ao lugar mais alto do pódio pela última vez no Brasil (em sua última temporada pela McLaren). Hoje, a homenagem em postagem exclusiva está aqui. Será que alguém aí assistiu essa prova?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Reflexos de uma quarta de futebol

                          
(Paulinho abriu o placar)

E a quarta-feira a noite foi de bom futebol. Tivemos jogos mais interessantes do que os do último fim de semana. E, como sempre, repercurtiremos sobre os principais cotejos noturnos.
Os quatro grandes clubes de São Paulo jogaram ontem (difícil isso acontecer no mesmo dia) e quem, desta vez, terminou na ponta da tabela foi o Corinthians, que derrotou o Oeste no Pacaembu. Liédson deixou sua marca nos 3 a 0 e vem provando sua eficiência com a camisa 9 do Timão, que só ficou com a liderança em suas mãos porque o São Paulo perdeu para o Paulista, em Jundiaí.

(Rogério marcou o gol 99 mas não evitou derrota tricolor)

O tricolor não se encontrou e a ausência do garoto Lucas foi significativa. Dagoberto e Fernandinho tem entrosamento, porém são jogadores leves, acho que falta um cara mais fixo na área (embora, hoje em dia, a tendência é os times usarem cada vez menos esse tipo de jogador. O exemplo mais evidente é o Barcelona, que tem como goleador Lionel Messi, a 'referência'. Para ficarmos em exemplos domésticos, voltemos a elogiar Liédson, que não é 'aquele centoavante típico', mas faz muitos gols). Acho que quando Luis Fabiano entrar no time, Lucas estiver em campo, e Rivaldo com condições de jogo, o São Paulo torna-se um time de muito, muito respeito (não que não seja).

(Patrick fez dois)

Entre os rivais supracitados, está o Palmeiras, que venceu o Linense com dois gols de Patrick e um de Kléber. O Verdão também não tem um camisa 9, porém vai se virando com as peças que tem a disposição e somando pontos importantes graças ao Gladiador, que sempre deixa a sua marca. O camisa 30 é, de fato, o cara do Palmeiras. E sua liderança no time (além de principal jogador, é o capitão) é diretamente relacionada a Felipão, que, mesmo tendo se envolvido em algumas pequenas rusgas com o jogador, sabe do potencial de Kléber e o alçou a protagonista da equipe (também é verdade lembrar que o técnico não tinha muitas opcões para tal função). Mas o Gladiador, pela primeira vez na carreira, é o capitão, líder e referência de um time. E nas mãos de um cara 'apenas' pentacampeão mundial.

(Ganso pode deixar o Santos no meio do ano)

Finalizando nosso monumental Paulistinha, falemos sobre o Peixe, que também passou fácil pelo Mogi Mirim. Sem Elano e Neymar em campo, mas com Ganso no comando, a equipe praiana fez 3 a 1 com gols de Zé Eduardo, Keirrison e Edu Dracena. É um time com boas opções ofensivas. A dupla de ataque de ontem, teoricamente, tem vaga em vários time grandes do país. Sem contar as duas ausências importantes de ontem, jogadores de seleção brasileira. O grande problema do peixe, a meu ver, é a fraca defesa e a falta de um técnico. Para sonhar com a Libertadores, o ataque terá que se superar para compensar suas fraquezas, bem expostas, por sinal. Acho que só o mais fanáticos santistas e últimos românticos do futebol acreditam no time atual nessa tão vislumbrada competição.

(Deco estreiou em Libertadores e foi decisivo)

Libertadores que, ontem, viu o Fluminense vencer, heroicamente, o América do México após estar duas vezes atrás no placar. Destaque para Deco. Após dois meses afastado dos gramados devido à uma lesão, o camisa 20 de foi decisivo no segundo tempo. Deu o passe para Araújo empatar o jogo, de cabeça, e, perto do fim, deixar a sua marca, dando a primeira vitória no torneio para o tricolor carioca. A situação continua difícil para o Flu. Para conseguir a clasificação, os cariocas tem que vencer seus próximos compromissos: O Argentinos Juniors e o Nacional do Uruguai. Ambos fora de casa. Se o time conta com uma forte linha ofensiva, a defesa deixa muito a desejar. Assim como o Santos, também acho difícil um sucesso tricolor nessa competição. Mas ontem foi bacana.

(O carro mais lindo do mundo)

Máquina do Tempo. Hoje, está fazendo 20 anos que Ayrton Senna venceu em Interlagos pela primeira vez. Senna já era Bicampeão mundial, porém, nunca tinha vencido em casa. Mas no dia 24 de março de 1991, sem terceira, quarta e quinta marchas, levou sua McLaren no braço e ganhou. Teve um colapso muscular e chorou compulsivamente depois de receber a bandeirada final. Eram tempos gloriosos na Fórmula 1.

Voltando ao Presente. Amanhã começa os primeiros treinos para a primeira prova da temporada 2011. Sábado, após o treino classificatório, deixaremos aqui nossas primeiras impressões sobre as novidades do circuito e alguns palpites sem fundamentos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Procura-se um técnico


Bem, amigos do Blog do Jones. Estamos de volta nessa terça-feira após alguns dias desatualizados. Como sempre, iria escrever ontem (segunda), mas o dia foi cheio, a noite teve aquele futebol com os amigos e, depois, bateu um cansaço. Mas confesso que esse fim de semana não me empolgou muito, esportivamente falando. Também fiquei esperando uma definição sobre os técnicos do Santos e Fluminense.

Enquanto a expectativa em torno do nome de Muricy Ramalho na Vila era grande, nas Laranjeiras muitos desencontros e informações equivocadas deixaram à mostra o despreparo geral da nova diretoria do tricolor carioca. O sonho de consumo é Abel Braga, que está nos Emirados Árabes e diz que, se o esperarem até o fim de contrato (que se encerra no fim de maio), tudo está fechado. Porém, o Flu não tem tanto tempo assim. Até lá, a Libertadores, torneio pelo qual deveria ser a prioridade de qualquer clube que o dispute, pode ter ido por água abaixo. Isso porque o tricolor faz seu jogo mais importante na competição, amanhã, quando recebe o América do México, no Engenhão e depende da vitória para continuar vivo na disputa pela Champions das Américas.

Diante da dificuldade da situação, o clube tentou, em vão, outros nomes e ouviu um 'não' de Levir Culpi e Cuca, e, segundo especulações, de Felipão e Renato Gaúcho. Decidiu por Adílson Batista. Mas não contava com a recusa do técnico (uma boa decisão, aliás. Seria arriscado o bom treinador queimar seu filme nesse time perdido). O Flu, então,  foi mais ousado. Tentou uma contratação diferente. Um técnico 'tampão'. E a bola da vez passou a ser Gilson Kleina, que faz belo trabalho na Ponte Preta (atual 5º colocado no estadual, apenas atrás dos quatro grandes. Venceu São Paulo e Corinthians na capital e empatou com o Santos). Chegou anunciar o técnico, que foi preparador físico de Abel Braga, e que chegaria para 'esquentar o banco' para Abelão. Mas Gilson não aceitou. Disse que a proposta era tentadora, porém, tinha um trabalho para continuar na Ponte.

Os mais maldosos (talvez eu me inclua nessa) comparam essa recusa do treinador como 'levar um fora daquela menina esquisita, que ninguém xaveca'. É nessa situação constrangedora em que o atual campeão brasileiro se encontra. Respirando por aparelhos na Libertadores, sem rumo, sem comando. Sem credibilidade.

A 'salvação' tricolor pode ser Joel Santana, que se desligou hoje do Botafogo após se dizer magoado com a torcida alvinegra. O curioso é que Joel assumiu o Botafogo ano passado após uma goleada sofrida contra o Vasco. E, agora, sua última partida foi a derrota de domingo, justamente contra os cruzmaltinos.
Mas o mais curioso seria se Joel assumisse o Flu e retornasse contra o América do México. A sua última partida em Libertadores foi a trágica derrota e consequente eliminação da competição, em 2008. Será que ele lembra disso? Eu aposto que sim.

Você sabia que a melhor campanha do Botafogo em um campeonato brasileiro desde o título de 1995, foi ano passado, quando Joel levou a equipe com chances reais de Libertadores até à última rodada? O Fogão terminou em sexto e ficou fora do torneio continental, mas foi o melhor resultado dos últmos quinze anos.

Enquanto isso, a expectativa na Vila é tão grande quanto nas Laranjeiras. Matematicamente, a situação de Santos e Fluminense na Libertadores é idêntica. Porém, o grupo dos paulistas é mais fácil e o Peixe tem dois jogos em casa. O Flu só tem um. Como dito no começo do texto, Muricy é o grande alvo da diretoria santista.

O melhor da rodada foi o clássico pernambucano entre Naútico e Santa Cruz. Muito gols, emoção do começo ao fim. E o estádio cheio, como sempre. Quem foi, aplaudiu de pé o jogo de seis gols. Resultado final: 3 a 3.

E o nosso destaque final vai para o mais jovem campeão do UFC. O americano Jon Jones derrotou o brasileiro, então dono do cinturão dos meio-pesados, Maurício Shogun Rua, e não deu chances ao campeão. Jones é um grande talento e maior revelação do esporte nos últimos anos. Uma luta entre ele e Anderson Silva seria sensacional.

PS. Para quem quiser seguir, meu endereço no twitter é www.twitter.com/jonesbegol Tem sempre umas bobagens novas por lá. E para quem ainda não leu a coluna desse mês no classificarros, estará, em breve, na sessão de esportes do site http://www.4portas.com.br/

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os confrontos decisivos da Champions


(todos querem a orelhuda...) O sorteio dos confrontos de quartas de final da UEFA Champions League foi realizado hoje e o mais equilibrado dos últimos anos.

O principal confronto ficou para os ingleses do Manchester United e do Chelsea, que reeditam a final da temporada 2007/2008. Na ocasião, final feliz para os Red Devils, que após empatar o jogo em 1 a 1, venceram os londrinos nos pênaltis. A equipe tinha um fortíssimo ataque com Tévez, Cristiano Ronaldo e Rooney e mostravam superioridade na Inglaterra. Hoje, o confronto é o mais equilibrado entre os quatro duelos decisivos.

Quem passar pelo duelo inglês, enfrenta o vencedor dos jogos entre Inter de Milão e Shalcke 04 (as duas equipes fizeram a decisão da Copa da UEFA de 1997, vencida pelos alemães nos Pênaltis). A Inter volta à Alemanha após eliminar o Bayern de Munique em um confronto épico. Os italianos contam com o melhor jogador do certame, ao lado de Messi. O camaronês Samuel Eto'o, artilheiro da liga com 8 gols, vem sendo muito decisivo para os nerazurri e, no auge da forma, é capaz de infernizar qualquer defesa. O Shalcke é o azarão das quartas.

Já a outra chave tem dois confrontos interessantes. Um deles é entre Real Madrid e Tottenham. Os espanhois voltam as quartas após sete anos. Tem um bom time e, talvez, o melhor treinador do futebol mundial. Atual campeão da Champions, Mourinho montou o Real Madrid mais forte dos últimos anos. Mesmo sem podendo contar com Kaka e Higuain, os madrilenhos tem Cristiano Ronaldo jogando demais e ainda contam com o bom jogador alemão, Mesut Ozil. Os ingleses também tem um bom time provam isso com resultados. Após muitas temporadas ausentes da Champions, os londrinos já venceram Inter e Milan nessa edição e jogam um bom futebol. Mas eu aposto no Real.

Quem não deu muita sorte no sorteio foi o Shaktar Donestk, que após atropelar a Roma nas oitavas, enfrenta o time que todos queriam evitar: o poderoso Barcelona. A boa equipe ucraniana é recheada de bons jogadores e conta com uma linha de frente formada por quatro brasileiros: Douglas Costa, Jádson, Willian e Luiz Adriano. E fazem uma bela temporada, liderando com folgas o campeonato local e com a classificação em primeiro lugar na fase de grupos. O Arsenal ficou em segundo lugar e foi eliminado justamente pelos catalães, que são favoritos simplesmente por um motivo: ter os três melhores jogadores do mundo: Messi, Xavi e Iniesta. Acho que um espanhol estará na final.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entre a Champions, a Libertadores e a Copa do Brasil


(continuação) Bem-vindos à nossa sessão que sempre aparece por aqui quando temos jogos dessas três interessantes competições.
E para não perder o costume, começamos falando sobre a Champions e o épico confronto entre Bayern de Munique e Inter de Milão. Duelo que repetiu a final da última edição, vencida pelos italianos, com dois gols de Diego Milito que, machucado, não participou dos duelos atuais.
Após vencer o primeiro jogo fora de casa pelo placar mínimo, os alemães não seguraram os nerazurri, mesmo após estarem vencendo a partida por 2 a 1. Destaque para Sneijder e Eto'o. E para o belo gol de Pandev, após passe preciso do camaronês. A Inter, único representante italiano nas quartas de final, chega com moral à próxima fase. Leonardo parece ser querido pelos jogadores, que comemoraram efusivamente com o técnico a virada nos acréscimos.
Ainda na terça-feira, destaque para o Manchester United que passou pelo Olimpique de Marselha com dois gols de Chicarito Hernandez. Acho que o jovem atacante dos Red Devils é o grande nome do futebol mexicano dos últimos tempos.
Quem passou de fase com autoridade foi o Real Madrid, que fez 3 a 0 no Lyon e superou um tabu de 7 anos sem ir as quartas de final do maior torneio futebolístico mundial. O brasileiro Marcelo fez um golaço, abrindo o placar, e é mais um talento para ser usado por Mano Menezes. O alemão Özil joga muita bola. Não faz muitos gols, mas é preciso nas assistências. Contra os franceses, deixou Benzema e Di Maria na cara do goleiro no segundo e terceiro gol da equipe de José Mourinho. A cereja no bolo desse time é o portuga Cristiano Ronaldo, que meia-boca, foi substituído no segundo tempo. Mas foi preciso no primeiro gol do jogo, ao tabelar perfeitamente com o brasileiro. O Real é um belo time. Pode ir mais longe nessa edição.
Fechando a Champions, faltou apenas o Chelsea, que apenas administrou sua vantagem adquirida no jogo de ida, na Dinamarca, e empatou em 0 a 0 com o Copenhage, em Londres. Os azuis eram considerados um dos fortes candidatos ao título dessa temporada, mas não apresentaram até aqui um futebol convincente. Mas com um elenco experiente e com jogadores decisivos, como Torres e Drogba, além de um técnico especialista nesse torneio, o Chelsea é um perigo para qualquer adversário.

Sobre a nossa modesta Champions League, nem tão sofisticada, mas não menos glamourosa que a original, a Taça Libertadores da América, o Santos foi a Santiago e perdeu para o Colo-colo em um jogo de cinco gols. Não adianta colocar a culpa no goleiro e na defesa (fraca, por sinal) para explicar a derrota. Os praianos saíram na frente, também com uma baita falha do goleiro colo-coliano (o ex-botafoguense, Castilho, que não deixou saudades aos cariocas). Mas não aproveitaram a vantagem e não conseguiram segurar a boa dupla ofensiva da equipe chilena, que, juntos, fizeram os dois primeiros gols da equipe. O primeiro, falha de Durval que não consegui marcar Paredes. Chegou a derrubar o camisa 7 chileno, que se levantou e deu um toque tirando a bola do goleiro santista. Já o segundo gol nasceu em um contra-ataque. Elano perdeu a bola no campo ofensivo, a defesa ligou o bom camisa 11, Mirajes, que inverteu o jogo para Paredes e correu para reber de volta e finalizar. O cabeludo do Colo-colo, aliás, foi uma indicação de Adílson Batista, primeiro ao Corinthians, ano passado e depois ao Santos, esse ano, enquanto treinador. Porém, as duas diretorias não mostraram interesse no bom jogador. Agora o Santos vive uma situação complicada na Libertadores. Tem que vencer os próximos três jogos para não depender de uma combinação de resultados para se classificar. Matemateticamente, a situação é a mesma que a do Fluminense. Porém, os santistas tem dois jogos em casa e os tricolores, apenas um.
O interessante é que essas eram as duas equipes brasileiras que mais geraram expectativas na Libertadores. O Santos, pelas estrelas Neymar e Ganso, e o Flu por terminar 2010 com a faixa de campeão brasileiro. Ambos já perderam seus técnicos no meio da competição e pontos preciosos. Só que a Libertadores não permite vacilos, como um planejamento equivocado, técnicos interinos e futebol irregular.
Assim, meio que sem muita repercursão, quem faz a lição de casa direitinho e vai surpreendendo é o Cruzeiro. A equipe do bom técnico Cuca (faz tempo que venho elogiando o treinador) não tomou conhecimento do Tolima (lembram desse time, corinthianos?) e fez seis gols nos colombianos. A Raposa chega ao maior número de gols de um único time na fase classificatória da competição (apenas no quarto jogo), desde 2004. Roger vem sendo titular no meio, Montillo continua jogando muito bem e o novo atacante, Wallyson, caiu como uma luva nesse time. Olho no Cruzeiro.
Já o Inter foi a Cochabamba, na Bolívia, e fez 4 a 1 no Jorge Wilstermamm (isso é nome de time?). Destaque para Leandro Damião, que vem deixando a sua marca constantemente e, assim, caindo nas graças da torcida.
Finalizando as Américas, faltou o Grêmio que, mais uma vez, joga na quinta-feira (hoje) e, portanto, fica fora da nossa inigualável sessão.

E sobre a empolgante Copa do Brasil, destaque (negativo) para o pasto que o Palmeiras foi obrigado a jogar, em Uberaba. Diante das condições do 'palco' do jogo, o resultado é o que menos nos interessa. Assim como para a CBF, que pouco se importa com a qualidade dos gramados e com as condições de trabalho dos jogadores. Impedir uma CPI, que seria muito bem-vinda, é o atual objetivo de Ricardo Teixeira.

PS. O Jornal Classificarros desse mês já está nas bancas. Talvez eu coloque a coluna aqui. .

segunda-feira, 14 de março de 2011

28 pontos

(demorei por bons motivos) E mais um fim de semana futebolístico se foi e aqui, como sempre, palpitaremos sobre la pelota que rola tanto em campos domésticos quanto por esse mundo afora.

Começamos, claro, pelo nosso queridíssimo Paulistinha que, pela segunda rodada seguida, tem os quatro grandes clubes do Estado na ponta da tabela e com o mesmo número de pontos. A primeira vez na história aconteceu nessa edição, na rodada passada, para ser mais exato, e eu deixei passar isso aqui no blog. Estou me penitenciando até agora. Enfim, dessa vez eu não deixei escapar a chance e, até para dar ênfase nessa marca histórica tão importante do nosso fantástico certame, comecei pelo título do texto.

Encabeçando a classificação, quem aparece é o tricolor. Vai dar trabalho esse time do São Paulo. Carpegiani parece que tem o time na cabeça, vai armando bem a equipe na defesa, setor que nos últimos anos, principalmente na conquista dos brasileiros entre 2006 e 2008, foi o ponto forte do time. Devolveu Jean ao meio-campo, lugar de onde não deveria ter saído. Tem dado oportunidade para Casemiro se firmar, assim como Carlinhos Paraíba que, antes da chegada do treinador ao clube, chegou até a ser envolvido em uma negociação, que não deu certo, com o Goiás. Lucas, a joia tricolor, também vem sendo o titular e, devido ao seu enorme talento, o 'cara' do São Paulo. Na frente, Carpegiani terá algumas boas dores de cabeça. Luis Fabiano chega para ser titular. Dagoberto segue no time se continuar jogando bem. Aliás, o camisa 25 é titular da posição há quatro anos. Fernandinho, outro bom atacante, assim como o garoto Willian José, teoricamente, serão reservas. E Fernandão? O atacante foi, por um bom tempo, sonho de consumo da diretoria (e nem tanto da torcida) são-paulina. Chegou para as quartas de finais da Libertadores do ano passado para ser a referência no ataque, já que o então dono da posição, Washington, não vinha de bom rendimento. Pois bem, F15 chegou e jogou muita bola no primeiro jogo contra o Cruzeiro no Mineirão, partida em o tricolor venceu por 2 a 0 e repetiu a boa atuação no jogo de volta. Mas o São Paulo foi eliminado pelo Inter nas semi-finais, já com Fernandão jogando como último homem de meio-campo e com Ricardo Oliveira de centroavante. De lá pra cá, salvo pequenos lampejos, como um gol no clássico contra o Palmeiras pelo Brasileirão, Fernandão não conseguiu uma sequência de jogos e perdeu a posição. E a sua saída do clube é possível. Carpegiani não quer perdê-lo mas não sei se o treinador terá condições de segurá-lo caso exista alguma boa proposta pelo jogador.

Quem poderia ser o grande interessado no atacante seria o Palmeiras, que chegou a sondar Fernandão mas, segundo as notícias, a diretoria tricolor não aceitou uma negociação com os rivais paulistanos. Realmente, é uma carência do setor alvi-verde, que depende principalmente de Kléber, que não é um centroavante nato, fazedor de gols. Não sei se Fernandão também seria, mas qualidade ele tem e acho que cairia muito bem nesse time do Verdão.

No jogo mais aguardado da rodada, devido a volta do craque santista Paulo Henrique Ganso aos gramados, o Peixe venceu o Botafogo e viu o garoto, na sua primeira jogada, dar lindo passe para Zé Eduardo rolar para Elano abrir o marcador e, depois, marcar o seu. O futebol brasileiro agradece.

Nem tão aguardado como o jogo citado acima, o Timão enfrentou o Mirassol sob forte calor em umas das regiões mais quentes do estado e protagonizou um jogo com final eletrizante. Após sair atrás no marcador, o atacante Willian virou o jogo para o Corinthians que viu Jorge Henrique ser expulso e sofrer o empate aos 44 minutos do segundo tempo. Mas no melhor estilo corintiano, Bruno César deu a vitória à Fiel que viu seu técnico vibrar muito com o gol já nos acréscimos. Tite tem feito bom trabalho com o que tem em mãos. É um bom treinador e pode ajudar muito esse time do Corinthians. Andrés Sanchez, que não é bobo, sabe disso e segurou o técnico após muitos pedirem a sua saída devido a precoce eliminação da Libertadores.

Libertadores que essa semana terá um compromisso importante envolvendo o time do Santos, que vai até o Chile onde enfrenta o Colo-colo. Um empate não seria ruim, mas uma derrota é péssimo resultado. Quem não pode pensar em outra coisa a não ser a vitória é o Fluminense, que recebe o América, do México, no Engenhão, mas na semana que vem.

Ontem, após o empate por 0 a 0 com o Flamengo, uma notícia supreendeu à todos. Muricy Ramalho não é mais o técnico do tricolor carioca. Em um comunicado oficial, Muricy disse que a falta de estrutura do clube pesou na sua saída. Segundo suas próprias palavras, não havia condições para trabalhar. Até ratos haviam nos vestiários. O treinador recusou um convite para digirir a seleção em agosto do ano passado e ouviu dos dirigentes que melhorias na estrutura seriam feitas. Nada mudou e o treinador decidiu sair. Em comum acordo? Talvez. A situação do time é muito complicada na Libertadores, como falamos aqui no segundo post do mês. Mas a classificaçao ainda é possível. A eliminação nas semi-finais da Taça Guanabara teria pesado? Não sei. Sei que quem perde mais com a saída do treinador é o Fluminense.

PS. O jornal Classificarros, com a coluna de quem vos bloga, está amanhã nas bancas. Leiam lá e comentem aqui. Ou não.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ecos da semana


(atualizando...) Estamos de volta, e com a nossa tradicional e esquecida sessão 'Ecos da semana'. Após uma semana ausente, cá estamos outra vez e, primeiramente, gostaríamos de manifestar aqui nossas condolências à todas as vítimas do desastre natural em terras nipônicas.
Pois bem. Não passamos por aqui nos últimos dias devido às festas carnavalescas, tão prestigiadas, aguardadas, e, para alguns, até sagradas. Digamos que adotamos esse período de folga (no meu caso, folga total). Mas a bola rolou e grandes jogos aconteceram, principalmente na Champions.
Começamos pelo mais aguardado cotejo da rodada, entre Barcelona e Arsenal. Jogo polêmico, gol contra, expulsão rigorosa do árbitro, dois times talentosos e um gênio em campo. Aliás, dois. Messi é maior talento do futebol terráqueo atual e tem a sorte de jogar em um time recheado de craques. Sim, craques. Xavi é um dos grandes meio-campistas do futebol moderno. É ele quem comanda as jogadas na meia-canxa, dita o ritmo e conta com uma visão de jogo diferenciada. Xavi é um cara diferente mesmo, inteligente. Não à tôa foi eleito o terceiro melhor do mundo no ano passado, atrás apenas de Iniesta, outro grande talento barcelonista, herói da Fúria, e de Lionel Messi. O gol do argentino contra o Arsenal, dando um toque na bola, tirando Almunia do lance, antes de finalizar, é digna dos melhores momentos da Champions de todos os tempos.
E o cara faz isso sempre, de uma maneira natural. Sorte do Barça, que se classifica às quartas de final e se credencia cada vez mais como o grande candidato à conquista de tudo o que disputar essa temporada.
Ainda pela Champions, reverências ao Tottenham Hotspur, que eliminou o Milan nas oitavas e viu seu arquirrival perder para os catalães. Acho que os rossoneros tinham tudo para passar. Ibra, Pato e Robinho não resolveram e os italianos estão fora.
Destaque para o Shaktar Donestsk que venceu a Roma com sobras nos dois jogos, e para o Shalcke 04 que eliminou o Valencia. Os próximos quatro jogos das oitavas acontecem semana que vem.


Sobre nosso querido Paulistinha, destaque para o garoto Neymar, que comandou o Peixe na vitória incontestável sobre a Lusa na Vila.
Quem também teve boa atuação na rodada foi o chileno Valdívia, que vinha devendo uma boa partida nesse campeonato e foi fundamental para o Verdão na vitória sobre o Norusca em Bauru. E nunca é fácil jogar lá (o Alfredo de Castilho foi o primeiro estádio de futebol que eu conheci).
Quem decepcionou foi o Corinthians que perdeu em casa para a Ponte Preta. Gol do ex-corintiano Éverton Santos, que era da Macaca mesmo, antes de ir pro Timão e não vingar. Júlio César falhou no lance, mas tem crédito com a Fiel.
Finalizando os comentários sobre o nosso amado certame, faremos algumas observações sobre a boa vitória tricolor que, além de alçar à equipe ao topo da tabela, revelou algumas preferências de Carpegiani na escalação tricolor. Xandão jogou de 'falso' lateral-direito, num esquema, teoricamente, 3-5-2; Rhodolfo e Miranda na zaga e o novo dono da lateral esquerda, Juan. No meio, como se fosse a segunda linha de quatro jogadores, o treinador colocou Ilsinho na direita, Jean e Wellington (depois Casemiro) por dentro, e Lucas, na esquerda. Na frente, Dagoberto e o garoto Willian José. E o primeiro gol foi um golaço de Jean, que rende muito mais quando joga no meio, e parece que, finalmente, Carpegiani está vendo isso. O segundo gol foi uma bela jogada entre os homens de frente que resultou no gol de Dagoberto, que vem sendo o cara mais avançado da equipe e, ao que tudo (teoricamente) indica, passará a formar dupla de ataque com Luis Fabuloso Fabiano, a nova e excelente contratação são-paulina. Agora, só falta o Kaká.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A boa convocação de Mano


(já em clima de festa) E o professor Mano Menezes divulgou ontem a lista de convocados da seleção brasileira. Algumas novidades e a volta de outros medalhões foram os principais destaques.
Analisando os nomes, comentaremos a seguir as posições e diremos se Mano acertou ou não. Na nossa modesta visão, claro.
Começando pelos goleiros, nenhuma novidade. Júlio César é e será o titular da seleção salvo uma sequência absurda de erros do goleiro, que vem falhando ultimamente, é verdade, mas ainda assim é o melhor do país e talvez top 3 do mundo. Os reservas, Vítor e Jéfferson, também são bons goleiros. Mas eu convocaria o Gomes e Fábio do Cruzeiro. Esse último, injustiçado há tempos. Não é de hoje que o guarda-metas celeste vem se destacando e fechando o gol da Raposa. Merece demais um chance.
Para as laterais, Mano foi perfeito. Hoje, não há jogadores para essa função melhores que Maicon, Daniel Alves, André Santos e Marcelo. Também é verdade que não há grandes concorrentes para tal. Destaque para a primeira convocação do interista Maicon na era Mano Menezes.
Na zaga, o treinador canarinho chamou pela primeira vez o ex-capitão da última Copa, Lúcio, claramente visando a Copa América a ser realizada em julho na Argentina. Isso porque Lúcio terá 36 anos na Copa 2014 e, portanto, não sabemos como estará esse jogador. Os demais zagueiros foram Thiago Silva (esse, inquestionável), Luisão, que bate carteirinha em todas as listas e a grande revelação da posição, David Luiz, que fez um importante gol pelo Chelsea essa semana.
Como volantes, uma novidade na lista: Henrique, do Cruzeiro. Não sei se o jovem cruzeirense tem bola pra ser chamado, mas é bom jogador. Os outros são Sandro, do Tottenham, Lucas Leiva, que vem sendo convocado constantemente, do Liverpool, Elias, do Athlético de Mdrid e Ramires, do Chelsea.
Na criação, Mano chamou Elano pela primeira vez. Homem de confiança na 'Era Dunga', o santista chega para assumir um lugar no meio, teoricamente deixado por Hernanes. Mano preteriu o ex-são paulino. Imaginamos todos que seja em função da expusão infantil do jogador contra a França no último amistoso da seleção. Eu teria convocado Hernanes mesmo assim, visto que ele vem jogando muita bola com a camisa da Lazio. Enfim, a convocação de Elano também é visando a Copa América.
Os outros três que completam o meio são: Jádson, do Shaktar, Renato Augusto (esses dois também foram convocados para o jogo contra a França), do Bayern Leverkusen e a grande novidade da lista, o são paulino Lucas, destaque da seleção sub-20, campeã do sul-americano disputado em janeiro, em terras peruanas.
No ataque, Pato em boa fase no Milan continua sendo o cara para assumir a '9' e Neymar, seu companheiro de ataque. Nilmar voltou a se chamado e a novidade ficou por conta do ex-gremista e artilheiro do último Brasileirão, Jonas. Mas o que realmente chamou a atenção foi a ausência de Robinho na lista. O ex-santista era figurinha certa nas convocacões do treinador, além de eleito o novo capitão. Porém, segundo as próprias palavras de Mano na entrevista coletiva, Robinho precisa de um descanso e estará presente na Copa América. É, pode ser.
O que é realmente estranho é essa ausência acontecer justamente quando vem à tona um litígio envolvendo o atacante e a 'Nike', seu patrocinador há nove anos e influência forte na CBF. Não estou afirmando nada aqui, mas não é muita coincidência?
A dúvida fica no ar.

PS: Bom carnaval à todos! Se forem dirigir, não bebam. Se forem beber, me chamem.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Por um fio


(complicou...) A situação do Fluminense na Libertadores, se já não era das melhores até a partida de ontem contra o América do México, fechando o primeiro turno da fase de grupos, ficou ainda mais complicada. Após dois empates em casa contra Argentinos Juniors e Nacional do Uruguai, o tricolor carioca não conseguiu somar pontos na altitude de 2200m diante do bom time mexicano, no mítico Estádio Azteca.
O Flu, agora, terá um caminho muito difícil pela frente. Para conseguir a classificação para as oitavas de final, terá de vencer o próximo jogo contra os mexicanos em casa, além de buscarem mais 4 pontos (uma vitória e um empate), no mínimo, fora de casa, para conseguirem o passaporte para a segunda fase. O ideal seria vencer os três próximos jogos para não dependerem de combinações de resultados. Mas para quem ainda não venceu nenhum jogo, as previsões não são as mais otimistas.
A equipe de Muricy Ramalho ainda não se encontrou no ano de 2011. Atual campeão brasileiro, com o elenco mais fortalecido em relação ao time do ano passado, era, naturalmente, um dos favoritos à conquista da América esse ano. Mas após três tropeços em três jogos, muitos já encaram como milagre a classificação tricolor.
O fato é que Muricy ainda não pode contar com seus principais jogadores no principal torneio sul-americano. Fred, Émerson e Deco, pra variar, estão machucados. São frequentadores assíduos do departamento médico. Conca, o grande jogador do último Brasileirão, ainda tenta entrar em sua melhor forma após retornar de cirurgia (mas esse joga todas). Rodriguinho, substituto natural do Sheik, também está machucado. Araújo, atacante que chegou gerando boas expectativas na torcida, não agrada o treinador e só entra no segundo tempo. É uma mera opção no banco de reservas. Assim como Souza. O meia chegou para suprir as ausências de Deco, o que é constante, mas também não empolga Muricy, que, mesmo com tantos desfalques, pretere o ex-são paulino.
Muitos criticam o técnico do Fluminense por suas escalações, principalmente na Libertadores. Ontem deixou esse jogadores supra-citados de fora, optou por três zagueiros, Valencia, Diguinho e Conca no meio; Tartá e Rafael Moura na frente. Não é o que o Flu tem de melhor. Mas é os que estão em melhores condições de jogo.
Muricy é um cara justo, e, se escalou esse time, é porque foram os que treinaram bem e agradaram mais. O único pecado do técnico (na minha humilde opinião) foi sacar o argentino no segundo tempo. Conca estava mal no jogo, é fato. Mas diante da qualidade dos homens do Flu em campo, era o mais talentoso para decidir.
Muricy, visivelmente sem paciência, viu mais um fracasso do time. E, agora, a situação do Fluminense é dramática.

terça-feira, 1 de março de 2011

A complicada história do racha do C13 e os interesses da CBF


(vai vendo...) Estou adiando esse post faz uns dias. Mas agora vai. Toda a história começou há 24 anos, quando a CBF anunciou que não poderia realizar o campeonato nacional daquele ano. Não haveria recursos financeiros disponíveis. Os clubes não aceitaram ficar sem disputar um torneio de grande valor, fundaram o Clube dos 13 com os quatro grandes de São Paulo, os quatro do Rio, Cruzeiro e Atlético Mineiro, mais Grêmio, Inter e o Bahia. Assim organizaram a Copa União, convidaram mais três times e aquele foi o verdadeiro 'Brasileirão' de 1987.
A história já foi contada aqui mesmo no último texto do ano passado. É só procurar no arquivo do blog, aqui ao lado. Acontece que, nos últimos dias, o excelentíssimo senhor que preside a CBF, decidiu reconhecer aquele torneio como legítimo Campeonato Brasileiro e, assim, mais uma estrela na camisa rubronegra. Mas como assim, nunca reconheceu e decidiu mudar de ideia de repente?
E então a gente para pra pensar. No ano passado, o Clube dos 13 realizou sua eleição para presidente da entidade. Os candidatos eram Kléber Leite, apoiado pela CBF e seus aliados, como Corinthians, Santos, Internacional, Cruzeiro, Botafogo, entre outros. Porém, nem mesmo o Flamengo, clube pelo qual Kléber Leite foi presidente e vice, o apoiou. Patrícia Amorim decidiu votar em Fábio Koff, assim como Juvenal Juvêncio (o presidente são paulino é vice do C13), e mais outros grandes clubes importantes como Palmeiras, Fluminense, Atlético Mineiro e Grêmio. E Fábio Koff foi reeleito presidente pela diferença de um voto.
Mas Ricardinho sabe muito bem que a vingança é um prato que se come frio. Após a justiça ordenar a Caixa Econômica Federal entregar a Taça das bolinhas ao São Paulo, dias atrás (a ideia original da Taça é a posse definitiva para o clube que conquistasse o Brasileirão por cinco vezes ou três consecutivas. Como, até então, a conquista rubronegra de 1987 nunca foi reconhecida pela CBF, o São Paulo seria o detentor por direito, pelo fato de ter conquistado o penta em 2007, senão, o Flamengo seria, por direito, o dono da Taça desde 1992), o nosso tão idolatrado mandachuvas da bola tupiniquim decidiu que o Flamengo era sim o campeão brasileiro de 1987 e, por ter vencido pela quinta vez o torneio em 1992, o verdadeiro dono da Taça das bolinhas, esse tão cobiçado troféu. Mas ele não foi entregue ao tricolor dias atrás? São Paulo e Flamengo não são clubes com boas relações?
Vossa Senhoria conseguiu o que queria. A proximidade com o Flamengo e um clima de rivalidade entre rubronegros e tricolores. E soube o momento exato, já que o Clube dos 13, representante legítimo dos vinte maiores clubes nacionais, negocia as cotas televisivas para os próximos três anos. O racha foi feito. Os quatro grandes do Rio decidiram que iriam negociar suas cotas à parte. Depois, o Botafogo recuou. Andrés Sanchez, amigo de Ricardo Teixeira, e possível sucessor do Trono Real, divulgou a retirada corintiana. Assim como Palmeiras e Santos também estudam seriamente seguir esse caminho. Apenas o tricolor paulista não anunciou a sua retirada. Mas é compreensível pela aproximação de JJ e Fábio Koff.
E caso seja o fim do C13, a CBF ficará cada vez mais forte e poderosa, mantendo o controle absoluto sobre o nosso futebol. O que eu acho uma pena, pois todos nós sabemos quais são os interesses reais desses dirigentes.