segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A velha freguesia e um alento 'gringo'
(segunda braba...) E cá estamos para palpitar sobre a rodada #5 do nosso precioso Campeonato Paulista, que teve alguns jogos interessantes nesse fim de semana de muito calor.
Começamos falando sobre o 'classico' (jogo que tem a Lusa é clássico, né?) entre Portuguesa e Palmeiras, no Canindé, com vitória do time de camisa marca-texto (cafona pacas). Tem alguém que ache bonita aquela camisa? Bom, gosto é gosto.
Pois bem, os palestrinos parece que acharam um caminho à seguir, buscando pontos no início que serão preciosos no final da primeira fase e, assim, vão se estabilizando na parte superior da tabela. Kléber, o Gladiador, voltou a marcar e, na ausência do chileno Valdívia, segue como a grande esperança de gols e vitórias do Verdão. Já a Lusa... bem a Lusa segue com seis pontos na tabela, enquanto o Verdão segue na cola do líder Santos, com os mesmos treze pontos, mas com um saldo de gols inferior aos praianos, que venceram o clássico com São Paulo por 2 a 0.
Em seis jogos, o peixe venceu cinco vezes o tricolor e perdeu apenas uma, no Brasileiro do ano passado. Ou seja, a freguesia são-paulina vai se consolidando, assim como o bom time de Adílson Batista, que mesmo sem os seus principais jogadores (Neymar está na seleção sub-20 e Ganso recupera-se de cirurgia), vai aproveitando bem o que tem à disposição e assim, armando um belo time, contando com boas atuações de Maikon Leite, Róbson e Elano, que parece se readaptar (é assim que escreve?) facilmente ao futebol brasileiro, após seis anos na Europa.
Quem parece que tem dificuldades para armar o seu time é Paulo César Carpegiani, que após cinco jogos no ano ainda não definiu o seu melhor esquema de jogo, assim como algumas posições continuam sendo incógnitas. Pergunte para qualquer são-paulino se ele sabe escalar o time e nem o mais fanático tricolor saberá responder. Carpegiani não sabe se escala Jean como lateral ou volante, onde rende mais. Ilsinho, que não jogou ontem por estar machucado, chegou para ser a solução da ala-direita, mas quando joga é no meio-campo. Fernandão não é o meia de ligação nem o centroavante. Assim como Marlos, que não é nem meia, nem atacante, nem ponta, nem nada. O melhor jogador do time, Lucas, está na seleção sub-20. Ou seja, a grande esperança do torcedor (e do treinador) é mesmo Rivaldo.
Já o Corinthians, com a ilustre presença no estádio do ex-Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, empatou seu terceiro jogo seguido no campeonato, sem contar o zero à zero quarta-feira, pela Libertadores.Os mais engraçadinhos já chamam o time de 'Empatite', infame trocadilho com o nome do bom teinador, que poupou alguns de seus mais importantes jogadores e viu sua equipe sofrer contra o time do São Bernardo, caçulinha desse campeonato. Mas viu seu reforço peruano, Luiz Ramirez, fazer uma boa estreia, marcar um golaço e dar alguma esperança à torcida que, hoje, se vê refém de um ex-jogador em atividade.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O Corinthians de Tite
(pegando no tranco...) O Corinthians fez a sua estreia na Libertadores 2011, ontem no Pacaembu, diante do Tolima. Terceiro colocado no último brasileirão, o Timão se viu obrigado a passar por esse pequeno vestibular para provar que tem capacidade de estar entre os melhores da América.
Mas o maior problema corinthiano não foi o time colombiano, que sabe jogar bola, mas sim o fato de ser apenas a quarta partida do time no ano. A equipe do Parque São jorge apresentou um futebol sem ritmo e sem o entrosamento ideal. O que é natural devido as férias e a pequena pré-temporada estabelecida pela CBF, especialista em calendários apertados. Mas deixaremos essas 'desculpas' de lado e vamos ao jogo.
O Corinthians sente falta de Elias, merecidamente convocado por Mano Menezes, o ex camisa 7 do Timão era o cara que saia para jogar, articulava o time e dava o ritmo. Ontem, sem ele, quem fazia essa função, saindo pra jogar, tentando buscar o jogo com os laterais, era Jucilei. Ótimo jogador, diga-se, mas diferente de Elias. Sobrecarregado, já que Bruno César estava apagado no jogo, o camisa 8 é quem chamava o jogo no meio, buscava as descidas de Alessandro e chegava mais ao fundo como no primeiro tempo, quando conseguiu cruzar na cabeça de Ronaldo. Bola nas mãos do goleiro. No segundo tempo, Tite mudou o time e, sem grandes opções no banco, colocou Edno no lugar de Bruno César, que também produziu muito pouco.
Em quatro jogos nesse ano, o Timão só venceu na estreia, contra a Portuguesa, quando tinha Paulinho posicionado como segundo volante com mais liberdade para Jucilei jogar e tentar armar o time com Bruno César. Mas pra isso, Tite terá de desfazer de Dentinho ou Jorge Henrique.
Porém, não acho que essa seja a solução dos problemas do técnico que, ontem, escalou o que tinha de melhor. O que eu tenho certeza é que o Corinthians terá de jogar bem melhor na Colômbia, para tentar ao menos um gol e conseguir a classificação. E depois, cair em um grupo nada tranquilo com adversários como Cruzeiro e Estudiantes.
Tite tem muito trabalho pela frente.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Reforço tricolor?
(voltando na lenta...) Caros amigos, após uma semana ausente, volto as atividades normais diárias e, meio enferrujado, atualizo o blog com novas notícias e os velhos comentários.
Disse semana passada que estaria de volta na segunda, mas como a preguiça falou mais alto, prolonguei a ausência por mais um dia e hoje, terça-feira, apareço por aqui para falar da nova contratação do São Paulo Futebol Clube.
Parece que essa história começou com a visita do então presidente do Mogi Mirim ao vestiário tricolor na primeira rodada do Paulistão. Após uma foto com o amigo pentacampeão mundial, Rogério Ceni, e a positiva repercusão de boatos de que a diretoria são paulina estudava a contratação do veterano craque, o manda chuvas tricolor, Juvenal Juvêncio, se animou com a história e resolveu arriscar.
A contratação de Rivaldo é um grande risco? Talvez. Aos 38 anos, Rivaldo não é mais aquele craque eleito o melhor do mundo em 1999, nem o grande camisa 10, importantíssimo (para muitos o principal jogador) na conquista brasileira em terras nipônicas, em 2002. Mas, para o torcedor, digo qualquer torcedor, de qualquer clube que seja, uma contratação de um jogador desse nível técnico sempre gera grandes expectativas. E o risco da decepção é proporcional.
Rivaldo escreveu em seu twitter que já conseguiu a liberação da Fifa e está apto à jogar. A sua apresentação está marcada para sexta-feira, no Centro de Formações de Atletas Laudo Natel, em Cotia. Receberá a camisa 10, tão valorizada pelo clube, usada por grandes craques como Pedro Rocha, Pita, Raí, e, mais recentemente, Adriano e Hernanes. Resta saber se Rivaldo fará jus à ela.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Férias. Senão eu pifo
(merecidas, diga-se) Salve, amigos internéticos. Escrevo apenas para dizer que esse modesto blogueiro se ausentará por alguns dias.
Depois de muito tempo, vinte e cinco meses sem parar, vou tirar alguns dias de férias. Compromissos familiares, cervejas, caipirinhas e diversão farão parte dos meus próximos dias.
Portanto, estarei off-line até segunda-feira. Ou até segunda ordem.
Como vocês perceberam, deixei passar em branco a primeira rodada do nosso magnífico Paulistão e nem comentei a estreia da Seleção sub-20 no sul-americano com atuação primorosa de Neymar.
Bom, fica então um assunto pra vocês.
Espero que entendam. E continuem por aqui.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Classificarros, Janeiro de 2011 e o Paulistão
(porque tudo começa outra vez...) Blogueiros de plantão, o lance é o seguinte, domingo, o jornal Classificarros está nas bancas e traz, mais uma vez, algumas palavras mal escritas por quem vos bloga. Como eu achei que o assunto interessa à todos que por aqui navegam, vou antecipar pra vocês, na íntegra (ou quase), a coluna desse mês. Tomara que os caras do jornal não vejam.
Quem parece sair na frente nesse início de temporada é o Santos, que contratou alguns jogadores importantes, de seleção brasileira, no caso de Elano, que volta a jogar no time da Vila. Os praianos não pararam por aí, contrataram, também, o bom lateral direito, ex-Cruzeiro, Jonathan, indicado por Adílson Batista, que, por sua vez, faz a sua estreia como técnico santista.
Das perdas alvi-verdes, algumas significativas (mas nem tanto assim), como o zagueiro Danilo, que tem a Itália como destino e o volante Edinho, que se encaminha para as Laranjeiras. Já Kléber, o Gladiador, tem amor pelo clube e pela torcida, mas mostra insatisfação com salários atrasados, mesmo caso de Lincoln, que nem tem essa boa relação. As esperanças palestrinas, mais uma vez, caem aos ombros do chileno Valdívia, que, desde que voltou ao clube, ainda não emplacou uma sequência de bons jogos.
Antes de começarmos a nossa coluna desse mês de janeiro, a primeira de 2011, dessa nova década que se inicia, todas as nossas condolências aqueles que , de alguma forma, estiveram envolvidos com as tragédias causadas pelas fortes chuvas de verão.
Pois bem. Pra começar, vamos comentar sobre os nossos queridos times paulistas que se preparam para disputar o campeonato estadual mais inchado, disputado e concorrido do país, o Paulistão 2011.
Quem parece sair na frente nesse início de temporada é o Santos, que contratou alguns jogadores importantes, de seleção brasileira, no caso de Elano, que volta a jogar no time da Vila. Os praianos não pararam por aí, contrataram, também, o bom lateral direito, ex-Cruzeiro, Jonathan, indicado por Adílson Batista, que, por sua vez, faz a sua estreia como técnico santista.
Além desses dois jogadores citados, o alvi-negro do litoral trouxe o goleiro Aranha, que estava no Atlético Mineiro e teve boa passagem pela Ponte Preta. Manteve os principais atletas, como Edu Dracena, Arouca, Keirrison e, principalmente, Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Quanto aos jogadores que deixaram a Vila Belmiro, com a exceção feita à Marquinhos, que voltou para o Avaí, e Zé Eduardo, à caminho da Itália, as saídas não causam dores de cabeça à Adílson, muito menos aos torcedores que, ao que tudo indica, não sentirão falta de jogadores como Roberto Brum, Madson, Marcel, Maranhão, Breitner e Zezinho.
O Santos tem como prioridade, esse ano, a Copa Libertadores da América, assim como o Corinthians, mas que ao contrário do peixe, contratou, até então, jogadores menos badalados, como o zagueiro Wallace, rebaixado do brasileirão do ano passado com o Vitória e o atacante Willian, destaque do Figueirense na última Série B.
As perdas corinthianas, assim como as contratações, também não foram muito grandes. Com exceção feita à Elias, que foi para o Atlético de Madrid e o capitão Willian, que se aposentou, o Timão se desfez de jogadores como Souza, Edu, Iarley, Thiago Heleno e Defederico (que voltou ao futebol argentino), além de emprestar os jovens Dodô e Boquita. Alguns jogadores voltaram de empréstimo e, provavelmente, terão novas chances (dessa vez com Tite), o que é o caso de Morais, Edno e Éverton Ribeiro. E o Corinthians fica mais ou menos assim: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo.
Já o tricolor paulista, após sete anos consecutivos, não disputará a mais famosa competição das Américas e sim, a Copa do Brasil. Diferentemente dos últimos anos, quando fazia grandes (e diversas) contratações de início de temporada, como no ano passado, por exemplo, quando trouxe onze novos jogadores, o São Paulo inovou e trouxe apenas o lateral esquerdo Juan, ex-Flamengo e o atacante Willian José (quem?), ex-Grêmio Prudente.
Dos jogadores que deixaram o tricolor, apenas Ricardo Oliveira deixará saudades à torcida. Enquanto Jorge Wagner e Richarlyson, que viveram bons momentos no Morumbi, já estavam desgastados demais e não faziam mais parte dos planos do clube. Dos que voltaram de empréstimo, o que parece ter mais chances de ser aproveitado pelo técnico Paulo César Carpegiani, é o garoto Henrique, que estava no Vitória. Já os outros jovens como Mazola e Sérgio Mota serão emprestados novamente. Os que ficam e terão algumas oportunidades, ao que parece, são Bruno Uvini, Zé Vítor, Lucas Gaúcho, Diogo e Lucas, a grande aposta são paulina para a temporada.
Dos jogadores que deixaram o tricolor, apenas Ricardo Oliveira deixará saudades à torcida. Enquanto Jorge Wagner e Richarlyson, que viveram bons momentos no Morumbi, já estavam desgastados demais e não faziam mais parte dos planos do clube. Dos que voltaram de empréstimo, o que parece ter mais chances de ser aproveitado pelo técnico Paulo César Carpegiani, é o garoto Henrique, que estava no Vitória. Já os outros jovens como Mazola e Sérgio Mota serão emprestados novamente. Os que ficam e terão algumas oportunidades, ao que parece, são Bruno Uvini, Zé Vítor, Lucas Gaúcho, Diogo e Lucas, a grande aposta são paulina para a temporada.
Com um elenco bem mais modesto do que o dos últimos anos, o tricolor tentará a inédita conquista da Copa do Brasil e mais um título do Paulistão, que não vence desde 2005.
Enquanto isso, o Palmeiras segue nessa mesma linha do vizinho de CT, e não apresenta grandes novidades para esse ano. O clube sonhou com Ronaldinho e acordou com o lateral direito Cicinho, ex-Santo André (não o homônimo são paulino) e o zagueiro que passou sem ser notado no Corinthians, Thiago Heleno.
Das perdas alvi-verdes, algumas significativas (mas nem tanto assim), como o zagueiro Danilo, que tem a Itália como destino e o volante Edinho, que se encaminha para as Laranjeiras. Já Kléber, o Gladiador, tem amor pelo clube e pela torcida, mas mostra insatisfação com salários atrasados, mesmo caso de Lincoln, que nem tem essa boa relação. As esperanças palestrinas, mais uma vez, caem aos ombros do chileno Valdívia, que, desde que voltou ao clube, ainda não emplacou uma sequência de bons jogos.
Pelo jeito, Felipão vai ter muito trabalho em 2011.
O futebol é dinâmico. Há dois anos, a situação era o contrário. Enquanto Palmeiras e São Paulo mantinham um forte elenco para a disputa da Copa Libertadores, Corinthians e Santos se reformulavam para então vencerem os seguintes Campeonatos Paulistas e Copa do Brasil, em 2009 e 2010, respectivamente. Vamos ver agora, se a situação se inverterá outra vez. Mas pelos elencos dos times que citamos acima, palestrinos e tricolores precisarão de muita, muita sorte se quiserem títulos esse ano.
Enquanto isso, a FIFA premiou essa semana os melhores jogadores do mundo, no ano de 2010. A brasileira Marta, pela quinta vez consecutiva, levou o Prêmio entre as mulheres. Enquanto o argentino Lionel Messi, desbancou os favoritos espanhois, Xavi e Iniesta, campeões mundiais, e, pela segunda vez seguida, levou a Bola de Ouro.
Nossas reverências ao Coração Valente, que anunciou a aposentadoria aos 35 anos de idade. Washington pendura as chuteiras como o maior goleador em uma única edição de Campeonato Brasileiro, com 34 gols em 2004.
Você sabia que... Enquanto a tragédia acontece, com mais de 500 mortes, um empurra-empurra absurdo entre as autoridades e ninguém assume a responsabilidade, o Governo libera uma verba de mais de 1 bilhão de reais para a reforma do Maracanã?
Twitter: “Obrigado pelo carinho. Espero retribuir tudo isso. Nação, estou fechado com vocês. Agora eu sou Mengão”. (Ronadinho Gaúcho, em um discurso interminável, na sua apresentação, sobre um palco cheio de papagaios de pirata).
Dúvida pertinente: Quais serão as escolas de samba que entrarão na disputa por Ronaldinho para esse Carnaval?
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Os melhores do mundo
(atualizando...) Como começamos esse grandioso ano de 2011 fazendo algumas análises sobre os melhores times da última saudosa década, aproveitamos para falar sobre a escolha dos melhores jogadores do mundo, no ano de 2010, eleitos pela Fifa, ontem.
Entre as mulheres, a brasileira Marta levou o prêmio pela quinta vez consecutiva. Algo inédito entre ambos os sexos, além de ser a sétima vez entre as três melhores. Marta é um caso à parte.
Já entre os homens, o ano de 2010 foi o primeiro da 'junção' da Bola de Ouro, tradicional prêmio dado aos melhores jogadores da Europa, concedido pela revista francesa France Footbal, aderido ao prêmio de melhor do mundo pela Fifa, o Fifa World Player, criado em 1991.
Bem, é o seguinte. Muitos acreditavam que o prêmio dessa edição seria para alguns dos espanhois finalistas, diga-se Xavi e Iniesta, devido ao título mundial conquistado pela Fúria. Em anos de Copa, é comum ganhar algum jogador da seleção campeã. Desde que o prêmio foi criado, a história foi assim com Romário, em 1994, Zidane, em 1998, Ronaldo, em 2002 e Cannavaro, em 2006.
Se o zagueiro italiano (que fez um excelente Mundial, é verdade) foi o vencedor da última edição do prêmio, em ano de Copa do Mundo, havia uma expectativa compreensiva para que este ano Xavi ou Iniesta, que jogaram muito na Copa e no restante da temporada, levassem o prêmio.
Mas assim como Marta, Messi é um caso à parte. O argentino está em um partamar diferente de todos os outros jogadores em atividade. Talvez, Cristiano Ronaldo e Kaká, em sua melhor forma (o que é uma incógnita) sejam quem mais se aproximem. E mesmo assim, o pequenino Barcelonista é superior. Porém, a questão aqui é outra.
Messi teve um início de 2010 fenomenal, vinha de sua conquista da Bola de Ouro, a última da France Football e a de melhor do mundo, pela Fifa, em 2009. Fazia uma Champions League brilhante com o Barcelona, com atuações memoráveis, como a de diante do Arsenal, pelas quartas de final, quando marcou quatro gols em uma única partida. Nas semifinais, não manteve o desempenho dos jogos anteriores e o Barça foi eliminado pela Inter, campeã.
Lionel chegou a Copa do Mundo sob enorme expectativa mundial, mas não teve o rendimento esperado, assim como a seleção argentina, pessimamente conduzida por Diego Maradona. Mas, após a eliminação hermana do Mundial, Messi continuou tendo grandes atuações pelo Barcelona, como aquela contra o Real Madrid, em novembro, com duas assistências magistrais para os gols de David Villa.
Não vamos questionar os méritos do argentino. Mas pelos critérios até então conhecidos, seria totalmente aceitável a escolha por Xavi ou Iniesta, campeões do Mundo, como o melhor de 2010. O fato é que, o melhor do mundo, todos sabemos quem é.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Os melhores da década - parte 2
(e a primeira semana já se foi...) Enquanto o jogador mais encantador, magistral e habilidoso da última década decide o seu futuro sob os holofotes midiáticos na trama mais arrastada do que a novela 'Passione' (o mistério do destino de Ronaldinho é tão aguardado como a revelação do assassino do Saulo), continuamos com a nossa saga eleitoral para escolhermos os grandes times do últimos dez inesquecíveis anos que se despediram à pouco.
Nessa sessão iremos falar sobre as grandes equipes campeãs das últimas dez edições da maior competição mundial interclubes, a sensacional UEFA Champions League, ou para os adimiradores do bom português, a famosa Copa dos Campeões da Europa.
Bem, começamos por 2001, quando o Bayern de Munique conquistou a Europa após vencer o Valencia nos pênaltis, por 5 a 4. O jogo terminou 1 a 1 no tempo normal, disputado em San Siro, mítico estádio do Milan e da Inter. E os alemães sagraram-se os primeiros campeões europeus do século XXI com um time formado por: Oliver Kahn, o 'mito', no gol; três zagueiros: Kuffour; Andersson e Linke; no meio: Sagnol; Hargreaves; Effenberg e Lizarazu; na frente: Scholl; Salihamidzic e o centroavante brasileiro Élber. Sob o comando de Ottmar Hitzfeld, o Bayern venceu o Manchester United duas vezes nas quartas de finais e o Real Madrid duas vezes também, nas semifinais, antes de vencerem os valencianos na finalíssima.
Em 2002, outro clube alemão também chegou à final. Dessa vez em Glasgow, na Escócia. Mas o Bayern Leverkusen não foi páreo para o Real Madrid, com Zidane jogando o fino da bola (escrevi, no primeiro párágrafo que Ronaldinho foi o jogador mais encantador, magistral e habilidoso da década. Zizou, pra mim, foi mais talentoso e mais técnico. Mais jogador, mesmo). Os espanhois levaram o título com um grande time, comandado por Vicente del Bosque, que viria a ser o treinador da seleção espanhola campeã do mundo. César; Salgado, Hierro, Helguera e Roberto Carlos; Makelele, Solari, Figo e Zidane; Raul e Morientes. Os merengues, naquela edição, tiveram a revanche da semi de um ano antes contra o Bayern de Munique, desta vez nas quartas, além de terem passado pelo seus maiores rivais nas semifinais, em dois grandes jogos com uma vitória em Barcelona.
Em 2003, tivemos uma final italiana. Milan e Juventus fizeram a decisão em Manchester e, após um empate por 0 a 0 no tempo regulamentar, os rossoneros venceram nos penais por 3 a 2 com o brasileiro Dida se destacando e pegando três cobranças juventinas. O Milan jogava com: Dida; Costacurta, Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Rui Costa; Shevchenko e Inzaghi. Nas semifinais, os milanistas ainda fizeram dois clássicos com a Inter, e após dois empates, superaram seus arquirrivais nos pênaltis.
Em 2004, o Porto surpreendeu em uma edição bem inusitada, com times de menor expressão chegando as semifinais, assim como os portugueses que passaram pelo La Coruña e enfrentaram o Mônaco, na decisão, sagrando-se campeões europeus. Na finalíssima, a equipe de José Mourinho venceu os franceses por 3 a 0 em Gelsenkirchen, na Alemanha, com: Vítor Bahia; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Pedro Mendes, Maniche e Deco; Derlei e Carlos Alberto.
Em 2005, nós assistimos a decisão mais espetacular dos últimos tempos. O Milan vencia o Liverpool por 3 a 0 até o intervalo do jogo. Mas os ingleses voltaram à campo dispostos a uma reação imprevisível e foram bem sucedidos, conseguindo o empate no tempo normal e, consequentemente, levando à decisão para os penais, vencendo os italianos. Após passarem na fase 'mata-mata' por Bayern Leverkusen, Juventus e Chelsea, o time da terra dos Beatles foi campeão jogando a finalíssima em Istambul, com: Dudek; Finnan, Carragher, Hyypia e Traoré; Xabi Alonso, Luis Garcia, Gerrard e Riise; Kewell e Baros. Treinados pelo espanhol Rafa Benítez.
Em 2006, quem levou a taça mais cobiçada da Europa foi o Barcelona. Com uma equipe que encantou à muitos devido a grande fase de Ronaldinho, os azuis-grenás passaram por Chelsea, Benfica e Milan, antes de vencerem o Arsenal, de virada, por 2 a 1,em Paris. Os catalães jogaram com: Valdés; Oleguer, Márquez, Puyol e Van Bronkhorst; Edmílson, Van Bommel, Deco e Ronaldinho; Eto'o e Giuly. O técnico era o holandês Frank Rijkaard.
Já em 2007, quem voltou a vencer a Champions foi o Milan. E novamente, os rossoneros estavam diante do Liverpool na grande decisão. O clima era de revanche e, dessa vez, os italianos levaram a melhor e venceram os ingleses por 2 a 1 em mais um grande jogo, não tão emocionante quanto ao de dois anos anteriores, mas muito disputado. Após vencerem grandes times como Celtic, Bayern de Munique e Manchester United, nos 'play-offs', venceram o Liverpool, em Atenas, jogando com: Dida; Oddo, Nesta, Maldini e Jankulovski; Gattuso; Pirlo, Ambrosini e Seedorf; Kaká e Inzaghi. Foi a terceira decisão de Champions League do Milan em cinco anos. As três sob o comando do técnico Carlo Ancelotti.
Na temporada seguinte, em 2008, quem sagrou-se campeão europeu foi o forte time do Manchester United que passou por times como Lyon, Roma e Barcelona antes de vencerem os compatriotas do Chelsea, nos pênaltis, após empate em 1 a 1 durante os noventa minutos mais prorrogação. Treinados pela lenda Sir Alex Ferguson (até hoje treinador dos Red Devils), o Manchester foi campeão jogando a decisão em Moscou, com: Van der Sar; Brow, Ferdinand, Vidic e Evra; Hargreaves, Scholes, Carrick e Ronaldo; Tévez e Rooney.
Em 2009, quem levou a melhor foi novamente o Barcelona. Com um time que apresentava um jogo bonito e eficiente (como até hoje), os espanhóis venceram times como Lyon, Bayern de Munique e Chelsea antes de superarem os atuais campeões na grande decisão. Sob muita expectativa devido à grande fase dos times, o Barcelona superou o Manchester United, em Roma, por 2 a 0, conseguindo seu segundo título europeu em quatro anos. A formação catalã era: Valdés; Puyol, Touré, Piqué e Sylvinho; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Henry e Eto'o. O técnico era Pepe Guardiola (o atual).
Em 2010, quem venceu a liga pela segunda vez, mas 45 anos após o primeiro título conquistado, foi a Inter de Milão. Após verem seus arquirrivais vencerem duas vezes nos últimos dez anos a competição interclubes mais famosa do mundo, os nerazzuri, sob o comando do técnico português José Mourinho, fizeram uma vitoriosa campanha superando grandes times europeus como Chelsea, CSKA, e Barcelona (o atual campeão) e na grande decisão, em Madrid, derrotaram os alemães do Bayern de Munique por 2 a 0. Os interistas eram escalados com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu; Zanetti, Cambiasso, Pandev e Sneijder; Eto'o e Milito.
Será que dá pra escolher os três melhores?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Os melhores da década
(e tudo começa outra vez...) Ano novo, década nova. Um novo ciclo se inicia e a gente continua por aqui. Mas, por ora, não vamos falar de 2011, dos nossos queridos clubes que se preparam para o estadual mais gordo e disputado do Brasil e nem vamos comentar a novela Ronaldinho que, como todas as outras, só desvendará seus mistérios no último capítulo.
Como dissemos no último texto de 2010, não iremos aqui fazer uma retrospectiva do ano passado. Mas pensei em promover uma seleção dos melhores times da última década. A primeira do novo século, do futebol moderno, globalizado.
Para começar, falaremos apenas dos times brasileiros que se destacaram. Citaremos os dez melhores ou mais interessantes times dos últimos dez anos. O critério é simples: os que nesse período marcaram o futebol nosso de cada dia, por algum motivo qualquer que seja. E vocês elegem os três melhores.
Então, lá vamos nós. Começamos citando os grandes campeões, como o Santos, que em 2002, com a chamada segunda geração dos meninos da Vila, liderada por garotos como Robinho e Diego, foram campeões brasileiros em duas decisões memoráveis (a última da era 'mata-mata') contra o Corinthians. E o peixe, na época, chegava ao seu primeiro título brasileiro com um grande time, treinado por Émerson Leão: Fábio Costa; Maurinho, André Luis, Alex e Léo; Paulo Almeida e Renato; Elano, Diego e Robinho; Alberto.
Em 2003, o Cruzeiro, comandado por Vanderlei Luxemburgo, no auge de sua carreira de "professor", levou a tríplice coroa (Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro), feito inédito até hoje, e ganhou o título de campeão incontestável daquele ano. A formação clássica tinha: Gomes; Maurinho, Edu Dracena, Cris e Leandro; Maldonado, Augusto Recife, Wendell e Alex; Aristizábal e Deivid (Márcio Nobre).
Já em 2005, o São Paulo levou a Libertadores pela terceira vez. Aquele bom time tricolor começou a ser montado um ano antes, sob a batuta de Cuca. Passou pelas mãos de Émerson Leão e foi o Campeão Sul-americano e Mundial sob o comando de Paulo Autuori. O time titular, num esquema 3-5-2, era formado por: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Alex Bruno (Edcarlos no Mundial); Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Grafite (Amoroso à partir das semifinais da Libertadores e no Mundial) e Luizão (Aloísio no Mundial).
Em 2006, O Internacional de Porto Alegre repetiu a história tricolor do ano anterior e venceu a Libertadores (justamente contra o São Paulo) e, surpreendentemente, depois de uma vitória épica sobre o Barcelona, foi Campeão Mundial. O colorado, naquela final, era escalado com: Clemer; Ceará, Indío, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex e Fernandão; Pato e Iarley.
O Corinthians em 2009 montou um time forte e sob os olhares de Mano Menezes levou o campeonato paulista, vencendo o Santos, na Vila com dois golaços do Fenômeno e foi Campeão da Copa do Brasil daquele ano após superar o Inter na decisão. O Timão era escalado com: Felipe; Alessandro, Chicão, Willian e André Santos; Cristhian e Elias; Dentinho, Douglas e Jorge Henrique; Ronaldo.
E, em 2010, quem encantou o país com um futebol bonito e eficiente, foi novamente o Santos. Desta vez, com a terceira geração dos meninos da Vila e treinados por Dorival Júnior, o peixe repetiu a campanha do ano anterior dos alvi-negros da capital e foi Campeão Paulista e da Copa do Brasil. A equipe base era: Felipe (Rafael); Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Ganso; Robinho, Neymar e André (Marquinhos).
Houveram outros grandes times nesses dez anos. Alguns não ganharam títulos, mas chegaram muito perto da consagração, sendo vice-campeões da Copa Libertadores, como o São Caetano (2002), o Grêmio (2007), o Fluminense (2008) e o Cruzeiro (2009).
Bem, acho que ficou bem distribuído, seis grandes campeões e quatro vices. Porque, afinal, futebol não é feito apenas por vitórias, mas sim, por grandes times.
E pra você, quais são os melhores da última década?
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