segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A rodada dos dérbys


(e só faltam 7...) E lá vamos nós, outra vez falar sobre nosso requisitado campeonato brasileiro que, ontem, concluiu sua rodada #31.

E foi a rodada dos dérbys, aqueles clássicos regionais, cheios de rivalidade e tradição (não nessa ordem, necessariamente).

Mas foi também uma rodada bem corinthiana, já que tudo certo na estreia do novo técnico, Tite.

Além de vencer seu arquirrival, o Palmeiras, contaram com tropeços de concorrentes diretos na luta pelo título, como o Cruzeiro que, fazendo o seu dérby com o Atlético, foi derrotado pelo Galo no jogo mais emocionante do fim de semana, quiçá do campeonato. Além de aprovarem alguns empates, como o do Fluminense com o Atlético-PR; 2 x 2 na Arena da Baixada, e do Grêmio com Inter; 2 x2 no Olímpico.

O campeonato tem um novo velho líder, o Fluminense que possui o mesmo número de pontos, de vitórias, empates e derrotas do Cruzeiro. Apenas com 7 gols de saldo a mais que a raposa. Seguidos de perto pelo Corinthians que tem apenas um ponto à menos e o mesmo número de vitórias: 15.

Já a briga pela quarta vaga na Libertadores (se é que ela vai existir) continua acirrada e, dessa vez, o postulante maior é o Botafogo que após 8 empates seguidos, 15 no campeonato inteiro, derrotou o Vitória no Engenhão, por 1 a 0. Mas apenas um ponto à frente de Atlético-PR e Grêmio, que também estão vivos nessa briga.

Já o São Paulo perdeu para o Ceará, sob um calor desumano (15:00 horas em Fortaleza), e freia sua ascenção na tabela.

E quanto à Vasco 1 x 1 Flamengo, o clássico das multidões, jogo pegado, como sempre. Mas típico de dois times de meio de tabela: muita correria e pouca técnica.

Agora, daí pra baixo, salve-se quem puder!

sábado, 23 de outubro de 2010

Pelé, 70



Relutei muito antes de escrever esse post.


Pensei inúmeras vezes se seria capaz de dizer algumas palavras decentes, que não sejam tão óbvias e, claro, acima de tudo, respeitosas, pois se trata de Vossa Majestade.


Achei que não seria, mas vou tentar mesmo assim.


Afinal, hoje é um grande dia e não posso deixar os inúmeros seguidores desse modesto blog sem o meu parecer. Inclusive ao cara que me ensinou a gostar de futebol: meu pai, que até se emociona quando fala do Rei.


Então, apenas algumas linhas sobre o maior de todos.


Só fui ter ideia de quem é Pelé quando assisti ao filme 'Pelé Eterno'.


Nunca vi nada, nem ninguém parecido.


Nem verei.


Portando, me faltam adjetivos para qualificar alguém que não é desse planeta.


Como diria Carlos Drummond de Andrade: "Marcar mil gols não é difícil. Difícil é marcar um gol como Pelé!".

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As trapalhadas da Conmebol


E a Conmebol voltou atrás da decisão de tirar uma vaga do Brasil na próxima Libertadores.

Tudo começou quando essa entidade fanfarrona, que manda e desmanda no futebol sul-americano, determinou que, em função da classificação do Inter para o próximo torneio continental, o campeonato brasileiro perderia uma vaga de acesso. O G4 se transformaria em G3. Asssim, sem aviso prévio, no meio do campeonato.

E foi assim, no meio do campeonato, que a Conmebol voltou atrás de sua decisão e decretou a volta do G4.

Um mês após esse polêmico episódio, essa conturbada entidade volta a cena para dizer que mudou de ideia. Andou pensando bem, saiu para espairecer no calçadão, tomou uma água de coco bem gelada e voltou pra casa mais tranquila. Então, percebeu que não tinha feito a coisa certa e, do mesmo jeito que tirou a quarta vaga, resolveu devolvê-la.

Mas com uma pequena condição: se houver um time brasileiro campeão da atual edição da copa sul-americana, o G4 vira G3 outra vez.

Ou seja, fica evidente o desprepreparo e falta de profissionalismo quando a Conmebol declara que a Copa sul-americana classifica o campeão a próxima Libertadores, sem pensar em um jeito de arrumar uma nova vaga.
Precisaram valorizar o torneio secundário da américa do sul e premiar o campeão com um lugar no torneio principal. Só não perceberam, na hora, que alguém sobraria nesta história.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Semana cheia


No dia do professor, atualizo o blog. Afinal, hoje é sexta-feira, fica fácil pra falar sobre a semana. Semana do saco cheio, se você está na escola, na faculdade; semana normal pra quem trabalha normal. Meio óbvio, isso.

Mas vamos aos fatos. Semana marcante, com o resgate dos mineiros no Chile, mais midiático do que a chegada do homem à lua (blasfêmia. Não me lembro onde estava em 1969). Histórico. Acompanhado minuto à minuto pelo planeta inteiro.

Já no futebol, semana marcada pela polêmica partida entre Itália e Sérvia, pelas eliminatórias da Eurocopa. Partida que foi interrompida logo aos seis minutos devido aos atos de violência dos torcedores (se é que podemos classificá-los assim) sérvios. Um episódio grave e sério, que envolve questões complicadas e delicadas, como tudo naquela região da extinta Iugoslávia.

Enquanto isso, por aqui, o nosso admirável campeonato brasileiro trocava o seu líder e causava surpresa com a inesperada demissão de Adílson Batista do Corinthians. Convenhamos que, comparado ao trabalho de seu antecessor, Mano Menezes, o aproveitamento era baixo, pouco pra quem almeja ser campeão. Enquanto o Cruzeiro, ex-time de Adílson, vencia o Fluminense em Minas e assumia a ponta da tabela.

Porém, achei precipitada a saída do treinador. Já que os problemas do Corinthians passam muito mais pelo elenco do que pela comissão técnica. O que, a meu ver, ficou evidente na partida contra o Vasco, quarta-feira. Sem Jorge Henrique, que só volta a jogar ano que vem, sem Bruno César, machucado, e dependendo de um instável e cansado Iarley, fica difícil pensar em título, com qualquer técnico que seja.

Quem agradece é o Cruzeiro, que vem ganhando seu jogos sob o comando de Cuca, que vem fazendo bons trabalhos por onde passa, sem muita mídia e com bons resultados.

No mais, teremos uma grande rodada nesse fim de semana, com bons jogos como os clássicos São Paulo x Santos, Fluminense x Botafogo e a visita do líder Cruzeiro ao Grêmio, no sul.

É isso.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A rodada azul


Não estou com muita inspiração pra escrever alguma coisa hoje, nem me vem à cabeça algo muito relevante pra dizer. Mas mesmo assim, só para agradar os inúmeros seguidores fiéis desse brilhantíssimo blog, vou escrever algumas linhas sobre mais uma rodada que se foi do nosso adorável campeonato brasileiro.

Tudo conspirou à favor do Cruzeiro nesta rodada #28, sendo que os seus dois maiores rivais nessa caminhada rumo título, Corinthians e Fluminense, tropeçaram e estacionaram na tabela, deixando uma brecha pra raposa vencer o Goiás, este inquilino da zona da degola, e ficar cada vez mais próximo à liderança. À um ponto, para ser exato.

O tricolor carioca, com seus dois atacantes titulares frequentadores assíduos do departamento médico, diga-se Émerson e Fred (este até entrou no segundo tempo, mas voltou à sentir a contusão), recebeu o Santos no Engenhão e perdeu por 3 x 0. Resultado incomum pra quem quer ser campeão.

Enquanto isso, o Corinthians foi à Minas enfrentar o judiado Atlético Mineiro. Abriu o placar mas levou a virada no segundo tempo. Considerando a tabela e os desfalques da equipe paulista, não foi tão ruim assim.

Mas bom mesmo, ficou para o Cruzeiro que, com sorte, derrotou os Esmeraldinos em Goiânia e põs uma qualidade a mais no seu currículo de postulante à campeão: vencer quando seus principais concorrentes perdem.

Por isso, esta foi a rodada azul (perceberam o trocadilho inteligente, né?!).

Agora, rodada boa mesmo, será a próxima, quando Cruzeiro e Fluminense se enfrentarão em Uberlândia, domingo. Um presente da tabela.

Campeonato bom, esse.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O novo técnico tricolor


(com algum atraso...) Após 11 anos, Paulo César Carpegiani está de volta ao São Paulo.


Em 1999, o técnico gaúcho levou o tricolor paulista as semifinais do campeonato paulista e do brasileiro. Fez um bom trabalho, com pouco mais de 64% de aproveitamento. Mas não é tão querido pelos são-paulinos, pois foi eliminado nas duas competições justamente pelo Corinthians.


Carpegiani volta ao São Paulo após um bom trabalho no Atlético Paranaense, deixando a equipe com 12 vitórias no campeonato, à 6 pontos da zona de classificação para a Libertadores.


Sua contratação pela equipe paulista levantou algumas questões como a ética no esporte (ou a falta de ética), já que mudou de equipe no meio da competição, indo para um time com muito mais mídia, mas que não vem nada bem, ultimamente.


Mas no futebol é assim, na vida é assim.


Carpegiani simplesmente recebeu uma proposta melhor de trabalho e aceitou. Considerou o lado financeiro e suas perspectivas profissionais e achou melhor mudar de emprego.


Mas, como o São Paulo acumulou títulos nos últimos anos e, consequentemente, mais ódio dos rivais, este episódio é um prato cheio para os 'defensores' da (falsa) ética.


O certo é que Carpegiani terá um duro trabalho pela frente, já que este São Paulo não se parece em quase nada com a equipe vitoriosa dos últimos anos.