quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Campeonato bom


E a cada rodada que passa o brasileirão vai melhorando.

Tivemos bons jogos nesta rodada #26, como Corinthians e Botafogo, que fizeram um grande duelo no septagenário Pacaembu, com um golaço de Bruno César, logo no início do jogo e o Fogão empatando ainda no primeiro tempo com El Loco, aquele cabeludo uruguaio bom de cabeça. Arbitragem decepcionante à parte, foi um bom jogo de se ver.

Tivemos, também, a grande vitória do Fluminense, 1 x 0 no Avaí. Jogo difícil, com um gol salvador do melhor do campeonato, o argentino Dario Conca (foto), aos 37 do segundo tempo. E o Fluzão líder.

Mas quem jogou muito e vem jogando, ganhando e convencendo é o Cruzeiro, que não quis nem saber se o adversário era fraco ou não e fez 3 x 0 no modestíssimo Atlético Goianiense.

Outros bons jogos com resultados inesperados, de certa forma, foram a boa vitória vascaína por 3 x 1 em cima do peixe, e o surpreendente triunfo palmeirense sobre o Inter, com dois gols de falta do melhor palestrino, Marcos Assunção.

A surpresa boa do campeonato fica por conta do Atlético paranaense, que, sob o comando de Paulo César Carpegianni, chegou a sua décima segunda vitória no campeonato. 1 x 0 no Vitória da Bahia.

Falando da turma de baixo, jogos nada empolgantes como o 1 x 1 entre Goiás e Flamengo, complicando Silas ainda mais, o mísero empate sem gols entre Ceará e Atlético Mineiro, e dois jogos de seis gols: Prudente 4 x 2 Guarani e Grêmio 4 x 2 São Paulo. Neste último jogo, destaque positivo para Jonas, camisa 7 gremista, artilheiro do campeonato e negativo para o tricolor paulista, um arremedo de time que parece que joga só para cumprir tabela.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ecos da semana


Mais uma semana interessante se foi.

Fatos que não podemos deixar de comentar, analisar ou cornetar.

Primeiro, e talvez o acontecimento mais falado esse dias, a demissão de Dorival Júnior do Santos. Após o afastamento do garoto Neymar devido ao seu comportamento nada exemplar, a diretoria do peixe julgou que excluído de uma partida, o menino já estava castigado. O treinador não entendeu assim e foi ele mesmo convidado a se retirar. Estranho.

Admirava Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o presidente santista, que vinha fazendo uma grande gestão, inovadora e inteligente, mas que conseguiu, com essa atitude, enterrar temporariamente a chance do clube de ser alguma coisa além do time de Pelé.

Segundo, a boa vitória corintiana na Vila, jogando bem, mostrando que é, hoje, o time mais arrumado do campeonato. Seguido de perto por Fluminense e Cruzeiro, os únicos capazes de atrapalhar a saga alvi-negra na busca por 'alguma coisa' no ano do centenário.

Terceiro, a decisão da Conmebol, esta entidade tão cheia de credibiladade que manda e desmanda no futebol sulamericano, que determinou que o campeão da Libertadores exclui diretamente a última vaga de seu país no torneio continental. Ou seja, como o Inter é o atual campeão, o G4 do brasileiro virou G3. Mudança de regras no meio da competição é tão patético como a própria Conmebol.

Quarto, a boa convocação de Mano, deixando o menino-prodígio Neymar de fora da lista, mostrando a diretoria do Santos como se educa um moleque dessa idade.

E, por fim, a demissão do 'professor' Vanderlei Luxemburgo, que após 15 derrotas no Galo, está desempregado. Mas como anda sempre bem vestido, podemos dizer que saiu com estilo.




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Neymar e sua bola


(Crise existencial?...) Só para não deixar passar em branco, este blog fará algumas pequenas reflexões sobre mais uma atitude um tanto quanto relevante do jovem camisa 11 da Vila.

Ontem, contra o modesto time do Atlético Goianiense, Neymar mostrou que além de possuir um grande potencial com a bola nos pés, belos brincos de diamante e um cabelo super moderno, tem uma educação muito refinada.

O garoto (ou o projeto de homem, como definiu René Simões, o técnico adversário) rasgou o verbo e disse alguns impropérios para Dorival Júnior, o seu treinador que não o deixou bater o pênalti sofrido por ele mesmo.

Ora, como ele não deixou o Neymar bater? Afinal, o garoto é craque, tem um visual bacana, 'paga de gatão', joga na seleção e ainda por cima é milionário. Como não deixaram ele bater o pênalti?

Simples. Porque a cada dois batidos ele erra um. Porque ele ainda não sabe a diferença de drible e de firula. Porque ele tem apenas 18 anos e acha que já sabe de tudo, que é o dono da bola e que a brincadeira acaba quando ele for embora.

Mas por ser jovem e bom de bola, ele será perdoado. Nada como uma boa conversa, um simples esporro ou um velho castigo para endireitar o menino.

Eu diria que deixá-lo uma semana sem sobremesa, esconder o controle remoto, ou proibir o video-game já resolveria essa situação.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vitória brasileira na Indy


Sábado, 04, no Kentucky, Hélio Castroneves (Penske) ganhou sua vigésima quarta prova na Indy, segunda no ano. O brasileiro está fora da briga pelo título desta temporada, que acabou sendo boa pra ele se a gente lembrar do inferno em viveu ano passado com toda aquela repercursão do processo que enfrentou nos EUA.

Em mais uma vitória empolgante, arriscando na estratégia, poupando o pedal do acelerador e assim, economizando combustível, Castro Neves não entrou nos boxes quando seus adversários tiveram de fazer a última parada. Subiu de nono para primeiro em quatro voltas. Assumiu a liderança à quatro voltas para o fim.

Venceu. Escalou o alambrado.

Helinho é o brasileiro com o maior número de vitórias na Indy.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Corinthians, 100 anos


(após muito relutar...) Como não poderia deixar de ser, este modesto blog prestará um pequena homenagem ao time do Corinthians, que comemora hoje, seu centenário.

Lembro de grandes jogos do Corinthians, time de meu querido avô Arthur, time pelo qual nunca tive empatia, mas que sempre respeitei. Por causa de meu avô, é claro.

Nunca vou esquecer, por exemplo, da final do campeonato paulista de 1997, não pelo jogo em si, que terminou empatado em 1 a 1 (o gol do lateral-esquerdo André Luiz deu o título ao Corinthians), mas pelo fato de, quando acabou o jogo, minha mãe me fazer ligar para meu avô, e eu, com um nó na garganta, dizer, com tristeza, porém sinceridade: "Parabéns!".

Nem nunca vou esquecer da semifinal do campeonato brasileiro de 1999, aquele jogo em que o Dida defendeu dois pênaltis batidos pelo Raí, o São Paulo foi eliminado e Corinthians acabou tri-campeão naquele ano. Foi a primeira e única vez em que chorei por futebol.

Enfim, o tempo passou, meu avô não está mais aqui, e eu continuo não torcendo pelo Corinthians. Mas respeito a sua história.

Porque, afinal, tenho grandes amigos corinthianos.