sábado, 17 de julho de 2010

Onde você estava em 1994?


Não há como esquecer.

Há exatos dezesseis anos a Seleção brasileira de futebol conquistava o tetra.

Brasil e Itália, pela segunda vez na história (a primeira foi em 1970), realizavam uma final de Copa do Mundo. O jogo foi no Rose Bowl, mítico estádio americano em Los Angeles, Califórnia, e aconteceu em um horário absurdo, as 11:35 hs, sob uma temperatura de 40 graus, verão no EUA.

A decisão ficou marcada por ser a primeira final de Copa a ser decidida nos pênaltis. Após duas horas de bola rolando e nenhum gol marcado, o primeiro tetracampeão do mundo seria decidido nos tiros livres. Tenso. E desumano com os jogadores que após 120 minutos sob um calor infernal teriam seus destinos lançados ao equilíbrio emocional, técnico, físico, psicológico.

O fim, todos já sabemos.

E, final feliz à parte, tenho esse jogo guardado na minha caixa de memórias especiais. Alías, tenho essa Copa com apreço, pois foi 'a minha' primeira Copa e foi através dela que nasceu em mim a paixão pelo futebol.

Então, você se lembra onde estava em 1994?

Eu, nunca vou esquecer.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Viva o Rock!


Aqui vai uma homenagem desse blog ao Dia Mundial do Rock.

Em uma época de NX Zeros, Fresnos, Restarts (é assim que escreve?), nada como um som de verdade pra gente curtir.

Segue o link porque ainda não aprendi a por vídeo aqui:
www.youtube.com/watch?v=EAchKt2xjsw

E Viva o Rock!
PS: A foto é do Rock in Rio 1985.

Uma Copa para a história


Acabou. Lá se foi mais uma Copa do Mundo. A edição africana, a primeira da história dos mundiais, ficou pra trás.

Talvez não tenha a sido a melhor Copa de todos os tempos, porém, o que se viu em gramados sul-africanos foi um futebol eficiente, prático, moderno.

Diferentemente de quatro anos atrás, na Alemanha, onde as melhores seleções se destacavam pela forte defesa, a edição atual ficará marcada pelo futebol ofensivo, organizado e que prioriza o toque de bola.

Assim, com méritos, a Espanha ergueu a taça pela primeira vez. Sem dar espetáculo, provou que é a melhor seleção do mundo. Das oitavas de final até a decisão venceu todos os jogos pelo placar mínimo, exceto a final que empatou com a Holanda no tempo normal e venceu na prorrogação.

Tivemos grandes jogos, alguns inesquecíveis como as vitórias da Alemanha sobre a Inglaterra por 4 a 1, cobrando com juros e correção a 'dívida' de 1966, e a goleada sobre a Argentina de Messi e Maradona, nas quartas-de-final, por 4 a 0.

Lembraremos de jogos épicos, como Uruguai x Gana, com os africanos perdendo um pênalti no último lance do segundo tempo da prorrogação sendo derrotados nas cobranças alternadas e alguns jogos emocionates como Paraguai x Espanha, também com dois pênaltis perdidos no segundo tempo, um para cada lado, e a vitória espanhola no fim.

Grandes jogadores se destacaram nessa festa do futebol, assim como os espanhois Villa, Iniesta, Xavi, Cassillas, os holandeses Sneijder, Robben, os alemães Schweinstiger, Özil e Müller, este a revelação da Copa, e o uruguaio Diego Forlán, ganhador da 'bola de ouro', prêmio dado (com justiça) ao melhor jogador da competição.

Enfim, a edição africana já entrou para a história. É passado.

No calendário das Copas já vivemos 2014.

Porque, afinal de contas, o Brasil é logo ali.




segunda-feira, 5 de julho de 2010

Da frustração brasileira ao pesadelo argentino


Brasil e Argentina representam a maior rivalidade do futebol mundial e sempre revelaram grandes talentos ao mundo. Não é necessário citar nomes, afinal, são muitos.
Sempre espera-se grandes apresentações dessas seleções em Copas do Mundo. Somando ambas as conquistas, levantaram a taça sete vezes.
Em 2010, chegaram como favoritos (como quase sempre chegam), cheios de pompa e comandados por técnicos "inventados" por suas confederações.
Dunga e Maradona foram campeões mundiais, vice-campeões mundiais e capitães de suas seleções em três Copas. Apesar de tecnicamente serem jogadores de níveis diferentes, apresentam currículos experientes e parecidos como jogadores. Mas nunca foram treinadores, técnicos de futebol de verdade.
O Brasil era o favorito para muitos 'especialistas' do futebol. Mas caiu diante da Holanda, um time bom, bem treinado e com um técnico de verdade. O que se via no banco do Brasil era um sujeito nervoso, irritado e sem opções para mudar o jogo devido à uma convocação equivocada.
Já a Argentina não tinha uma equipe sólida mas contava com o melhor jogador do mundo, Lionel Messi. Mas o que se via no banco argentino também não era um técnico. Maradona, para os argentinos, é muito mais do que isso. Maradona é um Deus para seu povo, era a inspiração para seus jogadores que jogavam por ele, pela figura mítica que é.
E é aí onde quero chegar.
A diferença entre nós, brasileiros, e nossos vizinhos geográficos é a maneira como tratamos nossos ídolos, aqueles por quem sentimos orgulho de sermos compatriotas. Não, não estou dizendo que Dunga seja um ídolo nacional, longe disso. O que eu vejo é veneração do povo argentino por Maradona que, sozinho, ganhou uma Copa para a Argentina, em 1986. Depois, passou pelo drama da cocaína, da vida pessoal incontrolável, tornando-se um reality show triste e deprimente.
Mas a Argentina o ama mesmo assim. E parece que cada dia mais.
Enquanto aqui, no Brasil, nossos jogadores retornam da África do Sul sob um clima hostil e desagradável para qualquer atleta profissional, os argentinos fazem uma recepção de gala para seus jogadores que, afinal, são seres humanos.